IV Festival de Haicai de Petrópolis

new life

Tempo de criar,
tempo de acreditar
que hão de vir os frutos

João Alberto Roque

Voltei a participar no Festival de Haicai de Petrópolis e um dos poemas que enviei foi selecionado para ser publicado na coletânea .

Trata-se de uma forma poética de origem japonesa com apenas três versos e sem rima. Tradicionalmente evidenciam uma ligação à natureza e às estações do ano e apresentam um carácter contemplativo e delicado que aprecio bastante.

 

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haik  Olho 3.png  Prisma    Prémio Literário Hernâni Cidade  Casa de Espanha

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Decantação

No primeiro dia de um novo ano letivo, volto a olhar para o meu blogue, de que tenho andado muito ausente, deixando este poema, já com anos, de uma fase em que escrevi vários com base em conceitos científicos. Espero que gostes.

 Decantação1

Decantação

Deixei repousar
As palavras
Agitadas
Misturadas

Soprei a espuma dos dias
Verti com cuidado

No fundo ficou só
Puro
O amor.

João Alberto Roque

Decantação2

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Origens  Planta de Junco    Nós somos do mundo  Fronteira  Poesia na cidade 2  

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Uma surpresa agradável em mp3

Um dos textos que tem tido melhor aceitação junto dos leitores do blogue “Infantilidades” é “Um susto de história com uma bruxa feia e um gato preto”. Já foi publicado por diversos sites interessantes, foi levado ao palco, em projetos com diferente qualidade, foi lido em escolas e associações culturais, …

Encontrei-o agora na Internet sob formato audio mp3, com linda pronúncia brasileira, num projeto muito meritório: «O projeto Purpurinar visa difundir o conhecimento a deficientes visuais através de arquivos de áudios gravados por voluntários ou “ledores virtuais”.»

Neste caso, a  voluntária Kamila Vieira da Silva adicionou-o à lista de literatura infantil do Projeto Purpuinar.

Gostei de ouvir a história na voz da Kamila e sensibilizado por a fazerem chegar a pessoas que de outra forma não poderiam conhecê-la.

Obrigado por darem brilho à minha história com as vossas “purpurinas”.

Quem puder ler, pode encontrar o texto no meu blogue em: Um susto de história com uma bruxa feia e um gato preto

Se preferirem fazer o dowload do mp3, encontram-no em inúmeros sites especializados, como aquiaqui ou aqui

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Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas  O riocorria calmo  A Primavera  MV    Apelo aos amigos

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Marcha da Gafanha da Nazaré – 2016

Marcha 2016 - Bailarico

Bailarico pelo S. João

Tocando no palco, meio improvisado,
O conjunto estava tão desanimado…
Sentado num canto, eu estava triste,
Depois tu entraste… nem sequer me viste.

E eram os Tochas, eram os Tavares
Eles bem que tocavam, mas até chegares
Não tinha vontade nem para sonhar…
Para me atrever… bastou um olhar.

Neste bailarico, pelo S. João,
Sozinho, eu não fico… Dá­-me a tua mão.
Até acabar, que já pouco resta,
Vem daí dançar, que é dia de festa.

Estou encantado por ser o teu par
Sinto-­me invejado por tanto olhar
E ninguém me ganha, não arredo pé…
Aqui na Gafanha, a da Nazaré.

Sinto-­me nas nuvens, estou enamorado
É tudo mais belo, contigo a meu lado
E sinto cá dentro no meu coração
Que olha por mim o meu S. João.

Tudo é possível num passo de dança
Que o teu sorriso dá­-me confiança
E no bailarico ou no arraial
Acredito nada pode correr mal.

Neste bailarico, pelo S. João […]

E hoje recordo, feliz, o passado,
Aqui a marchar contigo a meu lado,
Pois se hoje vamos dando a nossa mão
Tudo começou pelo S. João.

Nesse bailarico foste o meu par
E foi para a vida. Volto a cantar…
A mesma canção, décadas depois.
Dançar ou viver é melhor a dois.

Mais uma vez calhou-me escrever a letra da Marcha da Gafanha da Nazaré.

O tema foi proposto pela Helena Semião (Lela) e não posso dizer que foi fácil, mas acabei por gostar.

Este ano tive sempre ocupações coincidentes com os horários dos ensaios e a minha contribuição não foi além de escrever a letra. Desejo boa sorte ao grupo para todas as apresentações.

Vídeo de uma das apresentações, neste caso na Gafanha da Nazaré.

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Marcha 2015  Serenata  moliceiro 2    Nós somos do mundo  O riocorria calmo
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Barbárie

Estava a escrever este artigo, originalmente sob o título Origens, quando me surgiu no canto inferior direito do ecrã a informação de que Morreu deputada britânica alvejada e esfaqueada na rua. Li o artigo do Jornal Público e recordei também os inúmeros massacres que têm acontecido, um pouco por todo o mundo, uns muito mediatizados, outros que não passam de notas de rodapé, porque acontecem fora da Europa ou da América do Norte. Foi sobre tudo isto que eu escrevi este poema há cerca de um ano, inspirado em Nelson Mandela. Mudei o título do artigo para Barbárie, mas deixo-vos com o meu poema

Origens

Nascemos predispostos para amar
O coração aberto a alma pura
E, juntos, começámos a aventura…
Porque é que isso havia de mudar?

Porque é que aprendemos a odiar
Se o ódio é em nós contranatura?
Porque é que se instalou esta cultura
Em que já é normal desconfiar?

Voltemos às origens, à pureza
Lembremos onde temos as raízes
Que o amor está na nossa natureza

É chama que se oculta, não se extingue
Temos que reavivar… vencer as crises
Aprender… que é o amor que nos distingue.

João Alberto Roque

Li este poema na biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, numa atividade a que demos o nome de “Chá de Letras”,  que nesse dia 10 de Dezembro de 2015 foi dedicado à temática dos Direitos Humanos.

Escrevi este soneto inspirado no texto: 

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.

Long Walk to Freedom, de Nelson Mandela

Mandela

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Fronteira  Poesia na cidade 2  Alice Vieira 2  O riocorria calmo  Nós somos do mundo  pais e filhos

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O cravo de abril

Cravo

 

Era um cravo vermelho de abril

Coloquei na lapela só a flor

E a haste, com esperança infantil,

Pus no solo e reguei-a com amor

Concretizou-se o sonho pueril

Suportou a secura e o calor

E vi-a renascer primaveril

Quem sabe, ainda este ano, dará flor

Porque abril foi um sonho, esperança

Que ainda só em parte se cumpriu

Mas renasce quando há qualquer mudança…

Passou a tempestade e resistiu

Vou agora, chegada esta bonança,

Lá fora ver se o cravo já floriu.

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  A Primavera  O riocorria calmoPlanta de Junco    Nós somos do mundo   

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Alandroal – poesia sobre contrabando

Participei, este ano, no concurso de poesia popular promovido pela Câmara Municipal de Alandroal, subordinado ao tema “contrabando”. O tema tinha que ser trabalhado em décimas, com base num mote. Num dos trabalhos usei um mote próprio e no outro uma quadra de António Aleixo.

Eu já não sei o que faça
p’ra juntar algum dinheiro;
se se vendesse a desgraça
já hoje eu era banqueiro.

António Aleixo

As décimas têm regras rígidas no que respeita à rima. Se não conhecem podem verificar nos meus dois textos. Foi um desfio interessante e que me obrigou a alguma pesquisa. O resultado agradou-me.

Gostei da organização. Enviaram-me a coletânea, os dois cartazes com os meus textos, que estiveram expostos ao público e o certificado de participação.

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Prisma      Receitada pelo médico  Prémio Literário Hernâni Cidade  Condeixa 2

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