Marcha da Gafanha da Nazaré 2018 – Sardinha

 

 

I       

 

Com a sardinha a chamar…  

Lá na onda altaneira,

O pescador fez-se ao mar,

A bordo de uma traineira.

Toda a noite a trabalhar,

Mesmo com frio e morrinha,

A lançar redes ao mar

Para recolher a sardinha.

 

A noite vai animada

Vamos lá saborear

Mais uma sardinha assada

Neste arraial popular

 

Com a banda a tocar

Com ritmo, Dó, Lá, Mi, Ré

Toda a gente a cantar

Gafanha da Nazaré. (bis)

II

No pregão duma varina,

Que ecoa pelo ar…

Vai tão fresca a sardinha

Na canastra a saltar.

De ancas a menear

E colorido avental

Retoma a volta, a marchar.

Fica a sardinha no sal…

III

Há lá coisa mais gostosa,

Em noite de S. João,

Que uma sardinha com broa

E um copo na outra mão?

É tempo de festejar

Sempre em boa companhia.

Sobre a brasa a assar

Ai, a sardinha já ia…

IV

Se puxo a brasa à sardinha

É para mostrar como é

Não há terra como a minha

Gafanha da Nazaré.

Hoje foi o dia da primeira apresentação das Marchas Populares, com início pelas 22 horas. Decorreu no estacionamento por trás da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré. Nas próximas sexta (Costa Nova) e sábado (Ílhavo) haverá novas apresentações.

Desta vez a escolha recaiu sobre um texto que já tinha escrito há anos, mas ficara na gaveta. Puxando a brasa à minha sardinha, este é um daqueles temas que fica muito bem numa marcha da Gafanha da Nazaré. Já achara o mesmo da de 2013.

Pode assistir aqui ao vídeo da primeira apresentação.

Clicando nas imagens abaixo, poderás conhecer as dos anos anteriores, também com textos meus.

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O Fim

Estamos a preparar mais uma participação nas “Escolíadas” e deu-me para recordar… “O Fim”, tema da nossa escola no ano anterior ao “Fim do Mundo”. Lembram-se?

Já reparaste no que andas a perder
Enquanto olhas o que foi ou o que vai ser?
Então aceita este dia como se fosse um presente…
E porque não? E porque não? E porque não?

Vive cada dia… decifra os sinais!
Vive este dia… tu não tens mais,
Que o teu mundo acabará…
Sim, algum dia o fim chegará…

Já reparaste quantas vezes adiaste
Quantas vezes tu deixaste para depois…
Os anseios mais profundos que trazes no coração?
O que é que esperas? O que é que esperas? O que é que esperas?

O fim está…
O fim está aí!
O fim está aí mesmo!
Porque é que tu não queres ver?

Vive cada dia… decifra os sinais!
Vive este dia… tu não tens mais,
Que o teu mundo acabará…
Sim, algum dia o fim chegará!

Tu sabes tudo, tudo… Eu só sigo o coração.
O fim está perto, o fim é certo, mas vives na ilusão.
O tempo é pouco, sim, o que tens p’ra viver.
Segue os teus sonhos, sente o coração bater,

Não fujas mais de ti, dos teus ideais
Porque amanhã pode ser já tarde demais.
Então pára! Pára aí! Pensa um pouco:
Onde vais, sem um rumo, como louco?
Assim não chegas lá… assim não chegas lá…

Vive cada dia… decifra os sinais!
Vive este dia… tu não tens mais,
Que o teu mundo acabará…
Sim, algum dia o fim chegará!

Gostei muito desta canção (pudera… a letra foi da minha autoria, criada para a melodia de Hurricane – 30 seconds to Mars) na voz da Maggie Leal e da Prof. Anabela Rocha, duas vozes lindas.
Nesse ano o João Almeida foi agraciado com o prémio de melhor bailarino das Escolíadas – percebe-se bem porquê. A Catarina Silva e a Beatriz Caçoilo também estiveram muito bem.

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Vale a pena tentar?

Vale a pena tentar?

Vale a pena tentar a audácia de mais um passo?
Vale a pena tentar, só o querer supera o cansaço!

Vale a pena tentar até que nos doa a voz?
Vale a pena tentar, mesmo se tudo joga contra nós!

Acreditar é o segredo…
vai em frente, vai sem medo
de arriscar.
Se é difícil a viagem,
só vence quem tem coragem
de tentar.

Vale a pena tentar sem certezas de sucesso?
Vale a pena tentar, mesmo sabendo os riscos do processo!

Vale a pena tentar mesmo se isso causa dor?
Vale a pena tentar, só assim saberás o teu valor!

Acreditar é o segredo…

Vale a pena tentar soltar a amarra que prende?
Vale a pena tentar, certos de que a falhar também se aprende!

Vale a pena tentar contra ventos e marés?
Vale a pena tentar, mas sempre sem deixar de ser quem és!

Acreditar é o segredo…

Esta foi a letra da canção que levei ao 17.º Festival da Canção Vida – uma iniciativa muito meritória do Grupo de Jovens “A Tulha” como salientou a artista convidada – Rita Redshoes – pois privilegia a criatividade.
As cantoras são Lara Pereira e Juliana Moreira, ambas com doze anos. No trombone, Diogo Bastos, de 14 anos, e na guitarra, Sara Coelho, de 18 anos. Todos alunos da Escola onde também trabalho – a Secundária da Gafanha Nazaré.
Um agradecimento especial aos colegas e amigos Aníbal Seco e Margarida Alves, com quem posso sempre contar.
O Júri atribui à canção o prémio da melhor mensagem.

Quanto ao vídeo, podes assistir aqui.

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Marcha da Gafanha da Nazaré – 2017 – Ovos Moles

Ovos Moles

Nasceram lá no mosteiro
de um saber paciente.
Os ovos moles são de Aveiro,
Da Ria e sua envolvente.

E o povo, hospitaleiro,
Oferta-os a toda a gente,
Encantando o forasteiro,
Até o mais exigente.

Ovos-moles, ovos-moles,
O sabor da tradição.
São a doce tentação
Desta nossa região:
Ovos-moles, ovos-moles.

Gafanha da Nazaré
em cada arco e balão
Vem lembrar pelo S. João
O doce da região…
E Aveiro aqui ao pé.

Um doce conventual
Que é feito de gemas de ovos
Iguaria especial
de que gostam tantos povos.

É um doce divinal
Que agrada a velhos e novos
E nem nos vai fazer mal…
Venham daí mais uns ovos!

Ovos-moles, ovos-moles…

Há uma história marcada
Pelo mar, seus animais
Pela Ria inspirada
Não precisa inventar mais…

Com sua hóstia moldada
em formas tradicionais
deixa a alma consolada
se a gula não pede mais.

Mais uma vez colaborei com a associação “Grupo de Dança Pestinhas” nesta iniciativa meritória que dá corpo à Marcha da Gafanha da Nazaré. A Lela (Helena Semião) escolheu o tema e eu escrevi a letra.
A primeira apresentação, na Gafanha da Nazaré, correu (ou marchou) muito bem. Parabéns a todos os envolvidos. Tudo esteve excelente, dos arcos à coreografia, dos trajes à música. E até cantaram de modo bem audível…
Nas imagens abaixo podes conhecer as letras das marchas populares que escrevi nos cinco anos anteriores.

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Ondas da Memória

O soneto Ondas da Memória, associado a uma melodia também criada por mim e posteriormente complementada com o talento musical dos amigos Aníbal Seco, Rogério Fernandes e Inês Margaça, foi selecionado para o Festival da Canção Vida, organizado pela associação de Jovens A Tulha. Neste sábado, perante a Casa da Cultura de Ílhavo cheia de apreciadores, a canção foi apresentada ao público na bela voz da Beatriz Dores. O grupo incluía ainda o André Marçal, o João Pedro Caçoilo, o Pedro Rocha e o David Roque.

Ondas da memória

Ouço as ondas do mar, ouço-as bem
E elas dão-me o tom para a canção…
Dão-me também o ritmo em seu vaivém
E trazem-me a paz ao coração.

Se estou só, com saudades, sei porém
Que querias partilhar a ocasião
E que a espera é curta, creio bem,
Até eu ter na minha a tua mão.

Deixo a voz espraiar-se, neste canto,
Neste extenso areal, praia vazia…
Voa com as gaivotas que espanto.

Pois se o mar me traz melancolia,
Na alma sobrevive um doce encanto…
E na memória há risos de alegria.

Parabéns para a associação de jovens A Tulha pelas dezasseis edições do festival e pelo profissionalismo colocado em cada uma das edições. Pela minha parte, estou disponível para continuar a colaborar com mais poemas, para juntar aos cinco que já foram dados a conhecer na voz dos jovens que têm aceitado emprestá-la aos meus textos.

Nesta edição apresentei também a canção Esta casa, cujo texto pode ser lido aqui.

As fotos são do Filipe Bola.

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Marcha da Gafanha da Nazaré – 2016

Marcha 2016 - Bailarico

Bailarico pelo S. João

Tocando no palco, meio improvisado,
O conjunto estava tão desanimado…
Sentado num canto, eu estava triste,
Depois tu entraste… nem sequer me viste.

E eram os Tochas, eram os Tavares
Eles bem que tocavam, mas até chegares
Não tinha vontade nem para sonhar…
Para me atrever… bastou um olhar.

Neste bailarico, pelo S. João,
Sozinho, eu não fico… Dá­-me a tua mão.
Até acabar, que já pouco resta,
Vem daí dançar, que é dia de festa.

Estou encantado por ser o teu par
Sinto-­me invejado por tanto olhar
E ninguém me ganha, não arredo pé…
Aqui na Gafanha, a da Nazaré.

Sinto-­me nas nuvens, estou enamorado
É tudo mais belo, contigo a meu lado
E sinto cá dentro no meu coração
Que olha por mim o meu S. João.

Tudo é possível num passo de dança
Que o teu sorriso dá­-me confiança
E no bailarico ou no arraial
Acredito nada pode correr mal.

Neste bailarico, pelo S. João […]

E hoje recordo, feliz, o passado,
Aqui a marchar contigo a meu lado,
Pois se hoje vamos dando a nossa mão
Tudo começou pelo S. João.

Nesse bailarico foste o meu par
E foi para a vida. Volto a cantar…
A mesma canção, décadas depois.
Dançar ou viver é melhor a dois.

Mais uma vez calhou-me escrever a letra da Marcha da Gafanha da Nazaré.

O tema foi proposto pela Helena Semião (Lela) e não posso dizer que foi fácil, mas acabei por gostar.

Este ano tive sempre ocupações coincidentes com os horários dos ensaios e a minha contribuição não foi além de escrever a letra. Desejo boa sorte ao grupo para todas as apresentações.

Vídeo de uma das apresentações, neste caso na Gafanha da Nazaré.

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Marcha da Gafanha da Nazaré 2015

Bombeiros Voluntários de Ílhavo

Marcha 2015

Uma justa homenagem aos Bombeiros Voluntários

Grata pela vossa coragem, pelos gestos solidários,

Pela amizade até… não vos podia esquecer!

Gafanha da Nazaré… aqui está para agradecer.

 

E agora que constroem, pra servir, um quartel novo

É bem certo que merecem o apoio de todo o povo

Se não regateiam esforços na hora de ajudar

Temos de estar do seu lado quando estão a precisar

 

Se pelos santos populares andamos na reinação

Há, para nossa segurança, bombeiros em prontidão

São cem homens e mulheres e outros mais hão de vir

E já cento e vinte e dois os anos a nos servir.

 

Marcham em trajes de gala, capacetes e machados

Ou vêm prestar socorro, quando estamos precisados

Sempre prontos a ajudar e não olham à distância

Com a sirene a tocar vem veloz a ambulância.

 

De agulheta e mangueira enfrentam fogo e calor

São verdadeiros heróis… nem sempre lhes dão valor

Disponíveis para aprender, em constante formação,

Para melhor nos servirem… São dignos de gratidão.

Como a primeira apresentação das marchas, prevista para o dia 13 de junho na cidade da Gafanha da Nazaré, foi adiada devido ao mau tempo (para dia 28) ontem saímos à rua na nossa Praia da Barra.

A letra foi, mais uma vez, escrita por mim. A ideia para o tema partiu da Helena Semião (Lela), que é a responsável geral e que além de coordenar tudo, faz a coreografia e idealiza os trajes, entre muitas outras tarefas. Uma “Pestinha” com uma energia inesgotável.

Este ano andei demasiado ocupado e não consegui disponibilizar-me para grandes ajudas. Merece destaque o Rogério Estrói, pela enorme disponibilidade para a concretização dos arcos e adereços. Um agradecimento também para todos os restantes colaboradores e marchantes que de forma graciosa deram o seu tempo para manter a Gafanha da Nazaré a marchar no bom sentido.

Vídeo da apresentação na Praia da Barra – Gafanha da Nazaré

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