Lugares e Palavras de Natal

A mais bela prenda

De forma inesperada, recebi um convite para enviar um texto para uma coletânea de Natal, organizada pela Lugar da Palavra Editora. Apesar de um pouco renitente, acabei por enviar um texto escrito em 2009 e que já conheces pois faz parte destas infantilidades desde 2014, embora numa versão mais curta (mesmo a versão agora publicada teve que levar alguns cortes para caber nos critérios definidos pela editora).

A primeira reação dos editores foi muito simpática e venceu as minhas resistências. Acabou selecionado e publicado. Neste sábado, no Porto, decorreu a apresentação do livro. Gostei da experiência e, “se a tanto me ajudar o engenho e a arte”, como diria o poeta, no próximo ano voltarei a participar.

Para ler o meu texto podes adquirir a coletânea à editora, ou ler aqui.

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Um poema de Natal

Como se aproxima o Natal, pensei em colocar algo relacionado com esta data festiva.

Nunca escrevi nenhuma história de Natal mas lembrei-me deste poema que escrevi há alguns anos.

Espero que entendam a mensagem: o Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo. A personagem central do Natal é então o menino Jesus. Actualmente, nem sempre é fácil percebê-lo.


Pelo Natal


Recordo com saudade aqueles Natais

que celebravam o nascimento de um petiz.

Um momento tão marcante e tão feliz

passado numa cabana pobre de animais.


Eram pobres as prenditas que me dava

o menino Jesus, nos Natais da meninice:

um doce e algo útil. Mesmo que não pedisse

ele sabia sempre do que eu mais precisava…


E que podia eu esperar receber mais

de um menino muito mais pobre do que eu,

de um menino que eu sabia que nasceu

tão pobre numa cabana de animais?


Era um tempo muito belo mas modesto:

as roupas partilhadas com os manos,

os brinquedos, simples, duravam anos…

A imaginação e o engenho faziam o resto.


Hoje é diferente e faz-me certa confusão

que o Natal, que era outrora de um menino,

seja hoje de um velho abastado e fino

que publicita as suas prendas na televisão.


O Pai-Natal impôs-se no nosso imaginário…

Um menino pobre numa cabana de animais,

não encaixa bem nos propósitos comerciais,

como explicaria qualquer bom publicitário.


Recordo com saudade aqueles Natais…

As imagens deste post foram retiradas de  www.postais.net

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