Poema para o novo ano

2018

Doze passas

Horas de festa, horas bem passadas
E há mais um amigo que se abraça.
Dança-se e as hostes seguem animadas…
É ver-me a esvaziar mais uma taça.

Quando soam as doze badaladas
Formulo os desejos… passa a passa
São horas doze passas bem regadas
Ainda o sino ecoa pela praça.

São desejos que eu sei já sem pensar,
De ano após ano os desejar.
Contei bem ou saltei, no frenesim?

Nunca teve sucesso o “peditório”
Talvez deva mudar o repertório
Pedir o que dependa só de mim.

João Alberto Roque

Escrito no dia 1 de janeiro de 2015, lembrei-me hoje de o publicar: Um soneto para acolher o novo ano.

Alguém já sentiu algo parecido? Acredito que sim.

Um bom ano a todos os amigos e aos leitores do meu blogue, com a esperança que reúnam a determinação e os restantes fatores necessários à concretização dos vossos desejos durante 2018.

Nas imagens abaixo, ligações a outros poemas que fui publicando no blogue.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

foguete Haikai 2017 Origens  Censura Decantação 2

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Antologia de Textos premiados no PMJML 2017

Como aqui tinha dado notícia, o meu conto com o título “Apeteces-me tanto” foi distinguido na segunda edição do Prêmio Maria José Maldonado de Literatura e agora publicado numa antologia dos textos premiados nas diferentes categorias a concurso, nas modalidades de conto e poesia.

A antologia está disponível gratuitamente em versão eletrónica na pagina da Academia Volta-redondense de Letras em https://www.avl.org.br/livros ou aqui – Antologia de Textos premiados no PMJML 2017

Prémio Maria José Maldonado 2017

Ainda não li toda a Antologia, mas encontrei já vários textos muito interessantes. A divulgação de textos, por esta via, pode atingir um número significativo de leitores, no Brasil e em Portugal.

Clicando nas imagens abaixo, poderás aceder a artigos sobre alguns dos meus textos publicados em coletâneas, todas selecionados em concursos, à exceção de “enCONTrOS”.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

enCONTrOS  O riocorria calmo Egas Moniz  Casa de Espanha

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Apeteces-me tanto

AVL

Participei, em fevereiro, no concurso organizado pela Academia Volta-redondense de Letras, Rio de Janeiro, Brasil. O júri do concurso tinha que escolher 15 entre centenas de participantes em cada categoria. Recebi a comunicação de que tinha sido um dos autores premiados na categoria de conto.

“A Comissão Organizadora do PMJML 2017 tem o prazer de divulgar os 15 (quinze) autores premiados da Categoria Conto, após intenso trabalho da Comissão Avaliadora da categoria. A diversidade da origem dos participantes na Categoria Poesia foi também observada na Categoria Conto. A antologia contará com contistas de 4 das 5 regiões do país e três autores de Portugal, pais de origem de nossa homenageada, a poetisa Maria José Maldonado.

Autores Premiados do PMJML 2017 (Conto) 

Adnelson Borges de Campos – São Mateus do Sul – PR
Célia Chamiça – Odivelas – Portugal
Coracy Teixeira Bessa – Salvador – BA
Daniele Garcia Pires – São Paulo – SP
Francisco Ferreira – Conceição do Mato Dentro – MG
Gabriel Costa Abreu Dantas – Fortaleza – CE
Genisson Angelo Guimarães – São Paulo – SP
Gustavo Fontes Rodrigues – São Paulo – SP
João Alberto Roque – Gafanha da Nazaré – Portugal
João Paulo Lopes de Meira Hergesel – Alumínio – SP
João Pablo Trabico de Oliveira – Salvador – BA
Luciana Fátima da Silva – São Paulo – SP
Luísa Maria Ferreira Pinto de Lima – Santa Maria da Feira – Portugal
Sandra Maria Godinho Gonçalves – Manaus – AM
Vitor Luiz Bento Leite – Rio de Janeiro – RJ”

O conto que enviei, com o título “Apeteces-me tanto” será então publicado numa coletânea do concurso. Trata-se de uma história em que o protagonista é uma criança e foi escrito em Outubro de 2015.

É sempre um estímulo receber estas distinções e divulgar os meus textos. Quando ocorrer a publicação darei aqui notícia e divulgarei o texto.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

O riocorria calmo Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas lugares-e-palavras-de-natal-2 MV Egas Moniz mar2

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Encontros – coletânea de escrita criativa

Deixem-me hoje falar-vos de um novo livro, com o título “Encontros”, resultado dos trabalhos de um grupo de amigos – A tertúlia Et Quoi. Tem cerca de 270 páginas, com trinta por minha conta.

Em breve, teremos novidades sobre os nossos “Encontros”. A coletânea que andamos a cozinhar há muito está quase no ponto. Em breve será servida aos apreciadores.

Para já deixo-vos com a capa, elaborada pelo Pedro Fontoura sobre uma foto da Olinda Morgado, dois talentosos e multifacetados elementos da nossa tertúlia.

encontros

Quando chegar da gráfica, logos vos enviarei um convite para o lançamento.

No artigo anterior referi a ida ao lançamento da coletânea Lugares e Palavras de Natal. Um fim de tarde agradável. Mas o dia foi todo ele dedicado às palavras e algo mais.

O sábado já tinha começado bem, no que diz respeito ao “coração, cabeça e estômago”. A começar uma agradável moqueca de peixe, confecionada pelo amigo Carlos Corga. Depois das deliciosas sobremesas, passámos aos contos, igualmente deliciosos. Eu contribuí com Três peixes gordos. O desafio era escrever um conto começando pelo início de um conto alheio. A minha escolha recaiu no início do conto Um peixe gordo de Branquinho da Fonseca, do seu livro Bandeira Preta.

Quando acabou a tertúlia literária (e gastronómica) rumei à estação e apanhei o comboio para o Porto, numa decisão de última hora, mas gostei de ter ido participar no lançamento de Lugares e Palavras de Natal.

Gostei ainda da económica e calma viagem de comboio, acompanhado da leitura: na ida de Bandeira Preta e, no regresso, dos contos de Natal da coletânea de que dei conta aqui.

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lugares-e-palavras-de-natal-2 haik Olho 3.png Prisma Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas O riocorria calmo

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Lugares e Palavras de Natal

A mais bela prenda

De forma inesperada, recebi um convite para enviar um texto para uma coletânea de Natal, organizada pela Lugar da Palavra Editora. Apesar de um pouco renitente, acabei por enviar um texto escrito em 2009 e que já conheces pois faz parte destas infantilidades desde 2014, embora numa versão mais curta (mesmo a versão agora publicada teve que levar alguns cortes para caber nos critérios definidos pela editora).

A primeira reação dos editores foi muito simpática e venceu as minhas resistências. Acabou selecionado e publicado. Neste sábado, no Porto, decorreu a apresentação do livro. Gostei da experiência e, “se a tanto me ajudar o engenho e a arte”, como diria o poeta, no próximo ano voltarei a participar.

Para ler o meu texto podes adquirir a coletânea à editora, ou ler aqui.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

Prisma   Receitada pelo médico Prémio Literário Hernâni Cidade Condeixa 2

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Esta casa

esta-casa

Mais uma vez um dos meus poemas saiu do anonimato. Foi musicado e apresentado publicamente no XVI Festival da Canção Vida, organizado pelo Grupo de Jovens A Tulha.

Obrigado ao André Marçal e ao David Roque que fizeram a música e a cantaram perante o público que lotou a Casa da Cultura de Ílhavo. Obrigado ainda ao João Pedro Caçoilo e ao Pedro Rocha que os acompanharam.

Esta casa

Começo-a pelo telhado
O que não é bem normal
Mas não me levem a mal
Que é um risco calculado!

Vidros duplos na janela
ou serão duplos sentidos?
Apenas para entendidos
Que olhem de fora por ela…

Sei que parece estranha
por estar assim dividida
Uma parte é pessoal
e foi feita à medida

Noutra cabem os amigos
cada qual com os seus fados
Esta casa é a vida
e sois todos convidados

Construo-a com a leveza
Das palavras que me abrigam…
Paredes que desafiam
Tantas leis da natureza!

Podeis entrar que não cai
Porque está bem construída
Pois também vós sois as vigas
Desta casa que é a vida…

O poema já tinha uns anos e foi cortado para  se ajustar ao objetivo e acrescentado o refrão.
Um trabalho de equipa cujo resultado final me agradou bastante.

Outra canção com base no meu soneto Ondas da Memória foi cantada pela Beatriz Godinho Dores e com o acompanhamento dos elementos atrás referidos. Ver aqui.

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Dias mais risonhos Um pouco mais Diz sim à vida  moliceiro 2 Nós somos do mundo

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Carta de Amor

Alda 1981

Aldinha, meu amor,

Tenho quatro retratos teus
Nas paredes do meu quarto
Que me iludem a saudade
Até ao momento em que parto.

Na brancura da parede
Andava o meu olhar perdido
Teus retratos são o verde
Neste Alentejo ressequido.

Cheguei a pensar até
Que gostava de os ver
Mas mudei de opinião
Ao começar a escrever.

Os retratos são bonitos,
Fica a parede composta,
Mas nada substitui
A pessoa que se ama.

(não rima mas é verdade
E é isso que interessa)
Ainda não sei quando irei
Mas quero ver-te depressa.

Um beijo…

(Cuba, 8 de Outubro de 1985)

Escrevi esta carta de amor tinha 23 anos. Neste dia dos namorados resolvi recuperá-la.
Perdi todos poemas que escrevi na juventude, mas este teve a sorte de ser guardado por alguém mais organizado que eu…

Escrita num tempo em que não havia correio eletrónico ou SMS, a carta lá seguiu, pelo correio, desde a Cuba até Vouzela… onde estávamos a começar o ano letivo, o primeiro depois do estágio. Para estarmos juntos, fazíamos quase mil quilómetros em cada fim-de-semana. Só a minha parte eram 860 km e 14 horas de viagem.

Trinta anos depois, sabe bem relê-la e recordar tudo isso.

Diz o poeta:

“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas. “

o que vale é que eu estou numa idade em que isso já não me preocupa e concluo como o poeta:

“Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas. “

(extractos de Todas as cartas de amor são ridículas  – Álvaro de Campos – Heterónimo de Fernando Pessoa)

Aos leitores do meu blogue, um feliz dia dos namorados.

 

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Nós somos do mundo    Em busca de identidade

Receitada pelo médico    Prémio Literário Hernâni Cidade  

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