Aventura

Descobri hoje que foi atribuída uma Menção Honrosa ao poema Aventura no III Prêmio Henrique José de Souza de Literatura 2018, organizado pelo Instituto Cultural Brasileiro de Ação e Cidadania. A divulgação já foi há quase um mês, mas só hoje me deu curiosidade de ir ver os resultados.

Tinha concorrido com o poema que vos deixo de seguida.  Foi a única obra distinguida com origem fora do Brasil (só de Portugal concorreram 25 pessoas).

Dia 28 deste mês de setembro, a aventura poética tem um ponto alto como poderás saber por aqui.

Aventura

Só se começa a aventura
E aí se testa a coragem
Se se acabam os mapas
Mas se prossegue a viagem

Só quem sai da autoestrada
Daquilo que conhecia
E entra em caminhos de terra
Chega a lugares de magia

Se enfrenta o desconhecido
E explora cada recanto
Tem o prémio merecido
E abre a boca de espanto

Só quem se adentra pelos medos
E avança com teimosia
No escuro dos seus segredos
É que encontra a poesia.

João Alberto Roque

À procura de uma imagem de “caminhos de terra”, vim ter a este vídeo e achei uma boa opção para ouvir, acompanhando a leitura do meu poema.
Obrigado pele visita e… deliciem-se.

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Chegou-me a coletânea do  I Concurso Internacional de Poesia da Casa de Espanha.

Este concurso é uma iniciativa da Casa de Espanha – Núcleo Artístico-Cultural Federico Garcia Lorca, no Rio de Janeiro – Brasil. Deu-me mais uma oportunidade e a alegria de ver os meus textos divulgados e lidos.

Já me tinha chegado na semana passada. mas foi uma semana de muito trabalho e só agora houve disponibilidade mental para deixar aqui a notícia.

Para ler basta clicar nas imagens ou ver a publicação anterior.

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Coletânea “A Palavra em Prisma”

Tardou, mas chegou.

Recebi hoje a coletânea A Palavra em Prisma, do concurso homónimo promovido pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil.

É  sempre muito agradável receber uma obra como esta. Uma coletânea bonita, bem trabalhada, com capa dura e sobretudo com um conteúdo interessante – os trinta poemas selecionados. Parece-me, pela leitura das biografias dos autores, que sou o único português nesta coletânea.

O texto, como contei aqui há mais de dois anos, nasceu de um desafio da biblioteca da escola onde trabalho. Um livro em branco para os alunos e outros utilizadores escreverem algo sobre o tema E se eu fosse um livro?

Clica nas imagens para as aumentares e conseguires ler o texto. Em alternativa, podes ler o soneto aqui. Poderás reparar que há duas pequenas diferenças no texto.

Tinha prometido que quando recebesse os meus trinta exemplares da coletânea  a biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré receberia um deles, com uma dedicatória sentida. Promessa cumprida hoje mesmo.

Agora, quando tiver mais disponibilidade, oferecerei também um exemplar a outras bibliotecas como a da Escola Básica da Gafanha da Nazaré, a Municipal e ao polo de leitura da Gafanha da Nazaré.

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A tua luz

Olho

A tua luz

Se de longe te olho emites luz
Contrariando as leis da natureza
Aproximo-me e tenho a certeza
Há algo nos teus olhos que reluz

Um brilho que extravasa e que seduz
Lâmpada cintilante sempre acesa
E eu sou a borboleta indefesa
Ignorando o perigo a que me expus

Aceito que essa é a minha sina
Sabendo que essa luz desassossega
Confio que ela apenas me ilumina

Se luz em demasia também cega
Fecho os olhos preenches-me a retina
E abro-me ao amor que não se nega.

Este soneto foi classificado em terceiro lugar no III Concurso de Poesia Serra Serata, em Petrópolis, Brasil.

O tema obrigatório era “Luz” e a forma o soneto clássico.

Depois de no ano passado me terem atribuído o segundo lugar no II Festival de Haicai de Petrópolis, agora tive nova alegria de ver a minha poesia distinguida… e de novo com a companhia nos trabalhos premiados de Edweine Loureiro, um brasileiro com raízes portuguesas e que vive no Japão.

Nota: Encontrei a foto na net, mas não consegui perceber a sua verdadeira origem.

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Folha em branco

Folhaembranco2

Há muito preferi-te aos brinquedos

Só eu via os encantos que tu tinhas

Sim só tu me conheces me adivinhas

Na nossa intimidade e nos segredos

 

Partilhámos os gostos e os medos

Lembro hoje saudoso quando vinhas

Carente entregar-me tuas linhas

Abrir-te branca e pura em meus dedos

 

Sempre pronta a aceitar a minha mão

Para lá dos encontros fugidios

E eu guardava-te junto ao coração

 

Sonhando na textura de cetim

Confiante aceitava os desafios

Na urgência de dar-te algo de mim.

Como tinha noticiado recentemente, o meu soneto “Folha em branco” era um dos finalistas no I Concurso Internacional de Poesia da Casa de Espanha – Categoria Internacional, o que significava ser selecionado para publicação na coletânea com os melhores trabalhos concorrentes.

Soube hoje que me foi atribuído o terceiro lugar. Fico grato à Casa de Espanha – Núcleo Artístico-Cultural Federico Garcia Lorca, no Rio de Janeiro – Brasil. É sempre agradável ver os meus textos reconhecidos e divulgados.

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Mais um poema selecionado para publicação

Mais um poema meu – Folha em branco – vai ser publicado em livro pela Casa de Espanha – Núcleo Artístico-Cultural Federico Garcia Lorca, no Rio de Janeiro – Brasil.

Casa de Espanha

Concorri ao I Concurso Internacional de Poesia e recebi a informação de que sou um dos cinco finalistas na categoria internacional – quatro portugueses e um brasileiro a residir no Japão. Essa categoria nem existia, mas a organização criou-a como resposta à grande quantidade de inscrições do exterior do Brasil (e que, juntamente com os brasileiros residentes, concorriam na categoria geral).

Os concursos literários são uma forma de ir divulgando a minha poesia. Os únicos em que participo são aqueles em que essa participação é facilitada, com a possibilidade de envio por e-mail. Nesse caso não há problemas com a distância.

O único senão dessa distância é que não poderei estar presente, com muita pena minha, no evento, do dia 14 de Dezembro, em que serão declamados os poemas finalistas e anunciados os vencedores. Espero que esse evento seja um sucesso.

Nessa altura divulgarei também aqui o meu poema – mais um soneto – intitulado Folha em branco.

 

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II Festival de Haicai de Petrópolis

A organização do II Festival de Haicai de Petrópolis foi muito eficiente e simpática e enviou-me hoje os resultados. Atribuíram-me o segundo lugar na categoria Adultos de outras cidades (que inclui de outros países), sendo que o vencedor enviou o seu texto do Japão.

Haiku

Estes são os três textos que enviei. O segundo foi o escolhido.

 

Vão caindo as folhas

Secas, que eu recolho e guardo…

E escrevo poemas.

 

Finalmente livre

Uma folha vai no vento.

É assim a vida.

 

Voo de andorinha…

Abro as asas do sonho

Deixo-me ir no vento.

 

Teria que haver, como acontece tradicionalmente nesta forma poética de origem japonesa, uma referência às estações do ano. Provavelmente as referências às estações do ano são bem diferentes do que acontece no Brasil. Por exemplo, em Portugal associamos andorinhas e primavera; queda das folhas ao outono… não sei se essas associações existem no Brasil ou… no Japão.

A primeira vez que contatei com os Haikai, Haicai ou Haiku foi na apresentação do livro do meu amigo Orlando Figueiredo. Percebi o espírito (a explicação foi muito didática). Já tinha também lido muitos… mas faltava colocar em prática. Este desafio ajudou no resto. Escrevi vários e enviei os três acima.

Provavelmente repararam na diferença de grafia entre o que eu enviei e o que consta da imagem retirada do documento com os premiados. A mim soa-me melhor na forma que enviei. Já no Brasil (ou pelo menos em Petrópolis) soará melhor como transcreveram. Não há problema… entendemo-nos na mesma.

Aqui estão todos os textos premiados e para quem não conheça, um pouco de informação relativa a esta forma poética, sob a forma de apresentação em PowerPoint:

BUNKA-SAI 2014 em slides

 

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