Esta casa

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Mais uma vez um dos meus poemas saiu do anonimato. Foi musicado e apresentado publicamente no XVI Festival da Canção Vida, organizado pelo Grupo de Jovens A Tulha.

Obrigado ao André Marçal e ao David Roque que fizeram a música e a cantaram perante o público que lotou a Casa da Cultura de Ílhavo. Obrigado ainda ao João Pedro Caçoilo e ao Pedro Rocha que os acompanharam.

Esta casa

Começo-a pelo telhado
O que não é bem normal
Mas não me levem a mal
Que é um risco calculado!

Vidros duplos na janela
ou serão duplos sentidos?
Apenas para entendidos
Que olhem de fora por ela…

Sei que parece estranha
por estar assim dividida
Uma parte é pessoal
e foi feita à medida

Noutra cabem os amigos
cada qual com os seus fados
Esta casa é a vida
e sois todos convidados

Construo-a com a leveza
Das palavras que me abrigam…
Paredes que desafiam
Tantas leis da natureza!

Podeis entrar que não cai
Porque está bem construída
Pois também vós sois as vigas
Desta casa que é a vida…

O poema já tinha uns anos e foi cortado para  se ajustar ao objetivo e acrescentado o refrão.
Um trabalho de equipa cujo resultado final me agradou bastante.

Outra canção com base no meu soneto Ondas da Memória foi cantada pela Beatriz Godinho Dores e com o acompanhamento dos elementos atrás referidos. Ver aqui.

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Marcha da Gafanha da Nazaré 2015

Bombeiros Voluntários de Ílhavo

Marcha 2015

Uma justa homenagem aos Bombeiros Voluntários

Grata pela vossa coragem, pelos gestos solidários,

Pela amizade até… não vos podia esquecer!

Gafanha da Nazaré… aqui está para agradecer.

 

E agora que constroem, pra servir, um quartel novo

É bem certo que merecem o apoio de todo o povo

Se não regateiam esforços na hora de ajudar

Temos de estar do seu lado quando estão a precisar

 

Se pelos santos populares andamos na reinação

Há, para nossa segurança, bombeiros em prontidão

São cem homens e mulheres e outros mais hão de vir

E já cento e vinte e dois os anos a nos servir.

 

Marcham em trajes de gala, capacetes e machados

Ou vêm prestar socorro, quando estamos precisados

Sempre prontos a ajudar e não olham à distância

Com a sirene a tocar vem veloz a ambulância.

 

De agulheta e mangueira enfrentam fogo e calor

São verdadeiros heróis… nem sempre lhes dão valor

Disponíveis para aprender, em constante formação,

Para melhor nos servirem… São dignos de gratidão.

Como a primeira apresentação das marchas, prevista para o dia 13 de junho na cidade da Gafanha da Nazaré, foi adiada devido ao mau tempo (para dia 28) ontem saímos à rua na nossa Praia da Barra.

A letra foi, mais uma vez, escrita por mim. A ideia para o tema partiu da Helena Semião (Lela), que é a responsável geral e que além de coordenar tudo, faz a coreografia e idealiza os trajes, entre muitas outras tarefas. Uma “Pestinha” com uma energia inesgotável.

Este ano andei demasiado ocupado e não consegui disponibilizar-me para grandes ajudas. Merece destaque o Rogério Estrói, pela enorme disponibilidade para a concretização dos arcos e adereços. Um agradecimento também para todos os restantes colaboradores e marchantes que de forma graciosa deram o seu tempo para manter a Gafanha da Nazaré a marchar no bom sentido.

Vídeo da apresentação na Praia da Barra – Gafanha da Nazaré

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Em busca de identidade

IdentidadeMúsica e Dança da ESGN nas Escolíadas 2015
(o vídeo abre num novo separador, no Sapo)

A vida é um baile confuso
E, às vezes, p’ra meu desgosto,
De entre as máscaras que uso
Nem reconheço o meu rosto…

São tantas as personagens
Que tento representar
Que já troco as mensagens
Os passos que devo dar…

Em busca de identidade.

 

Aqui estou de corpo inteiro
Mas de mente dividida
Mais peças no tabuleiro
Já não cabem numa vida

 

Todas são realidade
Que vivo em plenitude
Partes de uma identidade
Que busco com inquietude.

Depois de vários anos bastante envolvido, este ano a minha participação nas Escolíadas limitou-se à escrita da letra para a canção que levámos na prova de música, com música da Prof. Margarida Alves e tão bem interpretada por um grupo de alunos e professores.

Nem sequer pude assistir ao vivo à participação da escola, pois estava a caminho de Santiago de Compostela, aproveitando o fim de semana prolongado, numa iniciativa marcada há muito. Ainda bem que há este vídeo…

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Nós somos do mundo

Dedico este texto aos que se encheram de coragem e deixaram o país à procura de melhor vida. Emigrantes, de diferentes gerações, que enfrentaram dificuldades e as venceram. Um tema que, infelizmente, está atual, porque “hoje, de novo, resta-nos partir e ir pelo mundo à conquista do que cá dentro nos negam”.

https://infantilidades.files.wordpress.com/2015/01/43726-10614251_814981161855327_6063663117551737544_n.jpg?w=468

Nós somos do mundo

Assim somos nós
Este povo que foi grande demais
Para ficar preso nestas fronteiras
E se aventurou pelo mar tão profundo.
Nós somos do mundo!

Assim somos nós
Ilusão e uma mala de cartão
Este povo que cruzou as fronteiras
E se aventurou por tantos países…
Deixámos raízes.

E hoje de novo
Resta-nos partir
E ir pelo mundo à conquista
Do que cá dentro nos negam.
A sorte há de sorrir…
Se formos audazes.

Fugindo às crises por outras paragens,
Com este chão e este mar na memória,
Faremos História.

E hoje de novo
Nosso fado é partir
E ir pelo mundo à conquista
Do que cá dentro nos negam.
A sorte há de sorrir…
Nós somos do mundo!

João Alberto Roque

Este texto foi escrito, já há uns anos, para encaixar na música de “Senhora do Mar”, com que Vânia Fernandes representara o nosso país no Festival da Eurovisão.

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Dias mais risonhos

Dias mais risonhos

 

Dias mais risonhos

 

Vês tudo triste e escuro? Sentes a noite persistir?
Estás com medo, inseguro? Vem ver o Sol… está a surgir.
E não te deixes abater, por mais problemas que defrontes.
Também o sol irá nascer lá por detrás daqueles montes.

 

A tua vida é diferente da que havia nos teus sonhos?
Não desanimes, vai em frente, que virão dias mais risonhos.
Sonhos quebrados? Não desistas! Metas difíceis? Vai à luta!
É só preciso que persistas, de forma firme e resoluta.

 

Há uma nuvem que te ensombra e parece perseguir-te?
Deixa a luz vencer a sombra, pois precisas descobrir-te.
Será que a nuvem existe ou está só na tua vista?
Podes crer que não resiste a um olhar mais otimista.

 

A tua vida é diferente da que havia nos teus sonhos?
Não desanimes, vai em frente, que virão dias mais risonhos.
Sonhos quebrados? Não desistas! Metas difíceis? Vai à luta!
É só preciso que persistas, de forma firme e resoluta.

 

Tira os óculos escuros com que vês a realidade,
Porque onde só vês muros… está a felicidade.
Não fujas dos afetos, da amizade oferecida,
Mas descobre que projetos dão sentido à tua vida.

Não desanimes… Virão dias mais risonhos.

 

Mais uma canção participante no Festival da Canção Vida, organizado pelo Grupo de Jovens “A Tulha”.

Nos instrumentos estavam o Aníbal Seco, o André Marçal, o Pedro Martinho e o Pedro Rocha. A voz foi dos meus filhos Marta, David e Cecília e ainda da Eunice Almeida e do Diogo Margaça. Obrigado a todos por transformarem um poema meu numa canção tão bonita, especialmente ao David, autor da música.

Dias mais risonhos

Fotos cedidas pela organização

Nas imagens abaixo, podes aceder a outras canções com textos da minha autoria.

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Um pouco mais

Um pouco mais 1

Um pouco mais

Andas na vida à deriva
Perdeste o norte de todo
Procuras sentir-te viva
Vais-te enterrando no lodo

Já não ouves os amigos
Que te querem dar a mão
Que enfrentam os perigos
Para levantar-te do chão

Não te deixes desistir
Nunca é tarde demais
Para parares de fugir
E te dares um pouco mais

Da vida, os melhores anos
São os que estás a perder
Reconhece os enganos
E recomeça a viver

Não te deixes desistir
Nunca é tarde demais
Para parares de fugir
E quereres um pouco mais

Não te deixes desistir
Nunca é tarde demais
Para parares de fugir
E amares um pouco mais

Este poema, escrito em Novembro de 2005, foi escolhido pelo André Ramos para servir de base a uma canção com que participámos no XIV Festival da Canção Vida, organizado pelo Grupo de Jovens “A Tulha”.

A melodia ficou muito agradável e deu-me um enorme gosto vê-la cantada no festival. Obrigado ao André Ramos, à Beatriz Vilarinho, à Joana Rocha, à Mariana Machado, à Inês Bola, ao Humberto Ribau e ao Gabriel Casqueira, que estiveram em palco a interpretá-la com grande qualidade.

Nas imagens abaixo podes aceder a outras canções com textos da minha autoria.

Foto cedida pela organização

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Marcha da Gafanha da Nazaré 2014

Janela Marcha

A Serenata

M

De onde vem esta tocata

Que escuto com agrado?

Oh, que linda serenata

Que me faz meu namorado.

H

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vem ouvir esta canção

Que te quero dedicar

 

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

M

A voz sai-lhe da garganta

Tão rica de emoção

Porque o meu amor me canta

Como é da tradição.

M

É só ao som da guitarra

Que eleva a sua voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Prá cadência da canção

Nem precisa de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

H

É só ao som da guitarra

Que elevo a minha voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vou ouvir esta canção

Que tu me vens dedicar

H

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

H

Prá cadência da canção

Nem preciso de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

 T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

Não tendo o dom da ubiquidade, não consegui participar na primeira apresentação da Marchas Populares, que decorre na Gafanha da Nazaré.  Deixo-vos com a letra da mesma, que mais uma vez, tive o gosto de escrever.

A música é da autoria de Daniel José Fonseca. A coreografia e a coordenação geral cabem à Helena Semião.

 

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moliceiro 2     Receitada pelo médico  Teatro Prémio Literário Hernâni Cidade 

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