Marcha da Gafanha da Nazaré – 2017 – Ovos Moles

Ovos Moles

Nasceram lá no mosteiro
de um saber paciente.
Os ovos moles são de Aveiro,
Da Ria e sua envolvente.

E o povo, hospitaleiro,
Oferta-os a toda a gente,
Encantando o forasteiro,
Até o mais exigente.

Ovos-moles, ovos-moles,
O sabor da tradição.
São a doce tentação
Desta nossa região:
Ovos-moles, ovos-moles.

Gafanha da Nazaré
em cada arco e balão
Vem lembrar pelo S. João
O doce da região…
E Aveiro aqui ao pé.

Um doce conventual
Que é feito de gemas de ovos
Iguaria especial
de que gostam tantos povos.

É um doce divinal
Que agrada a velhos e novos
E nem nos vai fazer mal…
Venham daí mais uns ovos!

Ovos-moles, ovos-moles…

Há uma história marcada
Pelo mar, seus animais
Pela Ria inspirada
Não precisa inventar mais…

Com sua hóstia moldada
em formas tradicionais
deixa a alma consolada
se a gula não pede mais.

Mais uma vez colaborei com a associação “Grupo de Dança Pestinhas” nesta iniciativa meritória que dá corpo à Marcha da Gafanha da Nazaré. A Lela (Helena Semião) escolheu o tema e eu escrevi a letra.
A primeira apresentação, na Gafanha da Nazaré, correu (ou marchou) muito bem. Parabéns a todos os envolvidos. Tudo esteve excelente, dos arcos à coreografia, dos trajes à música. E até cantaram de modo bem audível…
Nas imagens abaixo podes conhecer as letras das marchas populares que escrevi nos cinco anos anteriores.

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Marcha da Gafanha da Nazaré – 2016

Marcha 2016 - Bailarico

Bailarico pelo S. João

Tocando no palco, meio improvisado,
O conjunto estava tão desanimado…
Sentado num canto, eu estava triste,
Depois tu entraste… nem sequer me viste.

E eram os Tochas, eram os Tavares
Eles bem que tocavam, mas até chegares
Não tinha vontade nem para sonhar…
Para me atrever… bastou um olhar.

Neste bailarico, pelo S. João,
Sozinho, eu não fico… Dá­-me a tua mão.
Até acabar, que já pouco resta,
Vem daí dançar, que é dia de festa.

Estou encantado por ser o teu par
Sinto-­me invejado por tanto olhar
E ninguém me ganha, não arredo pé…
Aqui na Gafanha, a da Nazaré.

Sinto-­me nas nuvens, estou enamorado
É tudo mais belo, contigo a meu lado
E sinto cá dentro no meu coração
Que olha por mim o meu S. João.

Tudo é possível num passo de dança
Que o teu sorriso dá­-me confiança
E no bailarico ou no arraial
Acredito nada pode correr mal.

Neste bailarico, pelo S. João […]

E hoje recordo, feliz, o passado,
Aqui a marchar contigo a meu lado,
Pois se hoje vamos dando a nossa mão
Tudo começou pelo S. João.

Nesse bailarico foste o meu par
E foi para a vida. Volto a cantar…
A mesma canção, décadas depois.
Dançar ou viver é melhor a dois.

Mais uma vez calhou-me escrever a letra da Marcha da Gafanha da Nazaré.

O tema foi proposto pela Helena Semião (Lela) e não posso dizer que foi fácil, mas acabei por gostar.

Este ano tive sempre ocupações coincidentes com os horários dos ensaios e a minha contribuição não foi além de escrever a letra. Desejo boa sorte ao grupo para todas as apresentações.

Vídeo de uma das apresentações, neste caso na Gafanha da Nazaré.

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Marcha da Gafanha da Nazaré 2015

Bombeiros Voluntários de Ílhavo

Marcha 2015

Uma justa homenagem aos Bombeiros Voluntários

Grata pela vossa coragem, pelos gestos solidários,

Pela amizade até… não vos podia esquecer!

Gafanha da Nazaré… aqui está para agradecer.

 

E agora que constroem, pra servir, um quartel novo

É bem certo que merecem o apoio de todo o povo

Se não regateiam esforços na hora de ajudar

Temos de estar do seu lado quando estão a precisar

 

Se pelos santos populares andamos na reinação

Há, para nossa segurança, bombeiros em prontidão

São cem homens e mulheres e outros mais hão de vir

E já cento e vinte e dois os anos a nos servir.

 

Marcham em trajes de gala, capacetes e machados

Ou vêm prestar socorro, quando estamos precisados

Sempre prontos a ajudar e não olham à distância

Com a sirene a tocar vem veloz a ambulância.

 

De agulheta e mangueira enfrentam fogo e calor

São verdadeiros heróis… nem sempre lhes dão valor

Disponíveis para aprender, em constante formação,

Para melhor nos servirem… São dignos de gratidão.

Como a primeira apresentação das marchas, prevista para o dia 13 de junho na cidade da Gafanha da Nazaré, foi adiada devido ao mau tempo (para dia 28) ontem saímos à rua na nossa Praia da Barra.

A letra foi, mais uma vez, escrita por mim. A ideia para o tema partiu da Helena Semião (Lela), que é a responsável geral e que além de coordenar tudo, faz a coreografia e idealiza os trajes, entre muitas outras tarefas. Uma “Pestinha” com uma energia inesgotável.

Este ano andei demasiado ocupado e não consegui disponibilizar-me para grandes ajudas. Merece destaque o Rogério Estrói, pela enorme disponibilidade para a concretização dos arcos e adereços. Um agradecimento também para todos os restantes colaboradores e marchantes que de forma graciosa deram o seu tempo para manter a Gafanha da Nazaré a marchar no bom sentido.

Vídeo da apresentação na Praia da Barra – Gafanha da Nazaré

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Marcha da Gafanha da Nazaré 2014

Janela Marcha

A Serenata

M

De onde vem esta tocata

Que escuto com agrado?

Oh, que linda serenata

Que me faz meu namorado.

H

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vem ouvir esta canção

Que te quero dedicar

 

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

M

A voz sai-lhe da garganta

Tão rica de emoção

Porque o meu amor me canta

Como é da tradição.

M

É só ao som da guitarra

Que eleva a sua voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Prá cadência da canção

Nem precisa de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

H

É só ao som da guitarra

Que elevo a minha voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vou ouvir esta canção

Que tu me vens dedicar

H

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

H

Prá cadência da canção

Nem preciso de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

 T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

Não tendo o dom da ubiquidade, não consegui participar na primeira apresentação da Marchas Populares, que decorre na Gafanha da Nazaré.  Deixo-vos com a letra da mesma, que mais uma vez, tive o gosto de escrever.

A música é da autoria de Daniel José Fonseca. A coreografia e a coordenação geral cabem à Helena Semião.

 

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25 de Abril – a revolução dos cravos

Marcha da Gafanha da Nazaré – 2012

Imagem

25 de Abril – a revolução dos cravos

Refrão 1:

Nasceu tão bela e tão frágil

A nossa democracia

Recordemos esse dia

O vinte e cinco de Abril.

.

Vieram os militares

Garbosos nas suas fardas

E o povo aos milhares

Sem medo das espingardas

 

E os cravos se tornaram

Símbolos da revolução

Nesse dia terminaram

Os tempos de repressão.

 

E o povo saiu à rua…

.   

Refrão 2: 

.    

E o povo sai à rua também

Pelo santo António,

Pelo São João

E pelo São Pedro…

Em alegre devoção

Celebrando os seus santos populares

Dias de alegria,

São dias de fé

Vamos a marchar…

Gafanha da Nazaré

.

(Refrão 1)

.

Findou uma noite escura…

Em revolução serena,

Acabou a ditadura

O povo é quem mais ordena.

  

Abril abriu as janelas

E as portas à claridade

E a vida entrou por elas,

Em paz e em liberdade.

E o povo saiu à rua…

.

(Refrão 2  Refrão 1) 

.

 Na revolução de um povo

Que ansiava a liberdade,

Abril foi um tempo novo

De paz e fraternidade.

 

E nas vozes há cantigas

Que alegram novos e velhos

E das mãos das raparigas

Voam os cravos vermelhos.

 

E o povo saiu à rua…

.

(Refrão 2 )

A Lela, responsável do grupo de dança Pestinhas, que organiza a Marcha da Gafanha da Nazaré deu-me o tema e pediu-me que além do tema colocasse uma referência à Gafanha da Nazaré e aos Santos Populares, o que torna o desafio mais difícil.

A autora da música – Carla Lourenço Teixeira- fez um bom trabalho, que ainda me continua nos ouvidos. Eu também lhe compliquei, propositadamente, a vida com dois refrões com métricas diferentes, porque sabia que isso torna a música mais variada e mais rica.

Nunca hei-de perceber os critérios com que fomos avaliados. Fomos castigados porque fomos demasiado realistas, com a utilização muito digna de símbolos, mas que não caíram bem no júri.

Vídeo de uma apresentação no Jardim 31 de Agosto, na Gafanha da Nazaré.

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Marcha do Moliceiro - 2013  Receitada pelo médico  

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 O Moliceiro – Marcha da Gafanha da Nazaré

Mar moliceiro

Marcha da Gafanha da Nazaré – 2013

Coreografia – Helena Semião (Lela)

Música – Carla Lourenço Teixeira

Letra – João Alberto Roque

.

O Moliceiro

.

Nobre, pelas calmas águas da ria,

Com o seu porte altivo e sobranceiro,

Nas horas de trabalho ou de folia,

Desliza o nosso barco… o moliceiro.

.

Trabalhámos todo o dia

Na apanha do moliço

Nos fundos baixos da Ria

E é duro o serviço,

A bordo do moliceiro,

Deste barco sem igual.

Temos o rosto trigueiro,

Curtido de sol e sal.

.

Gracioso, o moliceiro,

É veloz a navegar,

Vence o vento e a maré.

Há que ser sempre o primeiro,

No nosso regresso ao lar…

Gafanha da Nazaré.

.

Co’as nossas melhores farpelas

Nós vamos em procissão

E nas mãos levamos velas

Que afastam a escuridão.

Retemperar energias,

Desfrutar bem o que resta

Que esta vida são dois dias…

Sempre prontos para a festa.

.

Que nos leve um bom vento

Ao S. Paio da Torreira

Pois gozamos o evento

Em amena cavaqueira

Que a festa é concorrida,

Tanto amigo e vizinho,

E nunca falte a comida

Regada com um bom vinho.

.

Vamos pelas águas da Ria

À Senhora da Saúde

Com muita fé e alegria

A pedir que nos ajude

E o que lhe pedem os crentes

Com cânticos e orações

É que cure os doentes

De maleitas e aflições.

.

S. Jacinto ali tão perto

E os foguetes a chamar.

A esta festa, decerto.

Ninguém podia faltar.

E assim lá vai a malta

À Senhora das Areias

Quando a noite já vai alta

Regressa à luz de candeias.

.

Senhora da Nazaré

Somos os anfitriões

Para a festa vamos a pé

Receber as multidões

Senhora dos Navegantes,

Com muita cor e alegria.

Espantam-se os visitantes

Com a procissão na ria.

.

Pelos santos populares

Nós saltamos as fogueiras.

Andam balões pelos ares

Esquecemos as canseiras.

Santo António, S. João

E o S. Pedro a fechar…

Para lá da devoção

É tempo de festejar.

.

Na proa do moliceiro,

Há desenhos coloridos

E frases, em tom brejeiro,

Cheias de duplos sentidos…

Deslizando pelo esteiro

Voltamos a ser petizes…

A bordo do moliceiro,

Nós já fomos tão felizes.

.

Além de ser o autor da letra fui também um dos marchantes…  A apresentação na nossa cidade, apesar de alguns erros que esperamos corrigir até à próxima apresentação, mereceu o aplauso e o entusiasmo do muito público presente.

Esperamos por vós no dia 21, de novo na nossa freguesia (na Praia da Barra, perto do Farol) e no dia 22 no Pavilhão Adriano Nordeste, em S. Salvador.

Acrescentei mais tarde, o vídeo da última apresentação.

.

A imagem que acompanha o texto foi colhida em: 

http://www.prof2000.pt/users/avcultur/rotaveiro/Imagens/Moliceiro01.jpg

.

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