Soneto de Camões

 

Em quanto quis Fortuna que tivesse
esperanças de algum contentamento,
o gosto de um suave pensamento
me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
minha escritura a algum juízo isento,
escureceu-me o engenho, com o tormento,
para que seus enganos não dissesse

Ó vós, que Amor obriga a ser sujeitos
a diversas vontades, quando lerdes
num breve livro casos tão diversos!

Verdades puras são, e não defeitos;
e sabei que, segundo o amor tiverdes,
tereis o entendimento de meus versos.

Luís Vaz de Camões

 

Camões

Caricatura feita por Pablo Morales de los Ríos “colhida” em http://speglich.blogspot.com/2016/09/luiz-vaz-de-camoes.html

 

Ontem foi dia de Camões, mas não consegui encontrar tempo para me dedicar a esta publicação que tinha desejado fazer… vai hoje.

Nas imagens abaixo há ligações a alguns dos meus sonetos, que fui publicando no blogue ao longo do tempo.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:
 
Com e sem rede  Folha em branco Ondas da memória 2 foguete Parada de Ester 4
 
ou ir para o início.
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