Finalmente o sol

O facebook lembrou-me desta história escrita há três anos para um grupo de que fazia parte na altura. Havia uma condição que nem sempre era fácil de cumprir: os textos tinham que ter exatamente cem palavras (Drabbles).
Achei que ficava bem no blogue, onde já estão outras dentro da mesma lógica.

Para ler bem o texto, clica na imagem para a ampliar.

Finalmente o sol

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O Mar

mar1

Andava deprimida… o trabalho sugava-me a energia… parecia que jamais sairia debaixo daquela pilha de tarefas… Uma delas levou-me à Barra. Saber o mar ali tão próximo avivou-me as saudades. Estacionei. Não podia perder tempo, mas também não consegui resistir ao apelo do mar ali tão próximo. Fui ao seu encontro…

O mar – as suas ondas ritmadas – transmitia serenidade.

Aquela visão dava uma escala diferente àquilo que me esperava no emprego.

Descalcei-me, seguindo pela areia, mais leve a cada passo que dava… O mar, ao molhar-me os pés, dissolveu o que restava de problemas. Sorri, renovada… e feliz.

…….

Há algum tempo participei num grupo no facebook (Cem Palavras: Desafio de Escrita Criativa) em que éramos convidados a escrever textos com exatamente cem palavras (drabbles), com base num tema dado. Hoje deparei com este no meu computador e resolvi colocá-lo no blogue. O tema era “Mar”. O narrador é feminino em função da imagem que usei na altura.

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O drama dum estudante de engenharia da Universidade do Porto

Regressara, cabisbaixo, pelas ruas sombrias da zona histórica. Pesava-lhe mais um chumbo. Nunca seria engenheiro. Uma vida frustrada, pendurada naquele exame.

Desistia de tudo! Adiava há anos aquela decisão. Imaginava quanto os pais iriam sofrer.

Passou, uma última vez, os olhos pelo papel e pousou-o sobre a mesa.

Pegou na corda e, meticulosamente, fez o nó corredio. Ajustou-o ao pescoço.
Naquele espaço amplo, suspenso no tempo, era figura importante dum drama histórico, disposto a morrer pelos seus princípios.

Sentia-se já Egas Moniz – a personagem a que daria corpo desta vez.

A decisão estava tomada: mudaria de curso. No palco… vivia.

Concorri com este microconto, com exatamente 100 palavras, ao concurso promovido em 2011 pela Universidade do Porto, integrado nas comemorações do seu centenário, e foi um dos 100 selecionados para publicação  no livro Cem anos, 100 palavras.

A “minha Universidade” é a de Aveiro, onde fiz quer a licenciatura quer o mestrado, mas achei a ideia deste concurso interessante e respondi ao desafio. Não é fácil contar uma história em tão poucas palavras…

Apesar de publicado em livro, coloco-o aqui para chegar a mais leitores.

A propósito, este Egas Moniz, figura histórica ligada à fundação de Portugal, era o aio de D. Afonso Henriques. Podes ler mais sobre este tema na wikipedia.

Ficheiro:Knight Egas Moniz (7893186626).jpg

Não confundir com outro Egas Moniz muito conhecido: o médico de Avanca, galardoado em 1949 com o Prémio Nobel da Medicina.

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