O cravo de abril

Cravo

 

Era um cravo vermelho de abril

Coloquei na lapela só a flor

E a haste, com esperança infantil,

Pus no solo e reguei-a com amor

Concretizou-se o sonho pueril

Suportou a secura e o calor

E vi-a renascer primaveril

Quem sabe, ainda este ano, dará flor

Porque abril foi um sonho, esperança

Que ainda só em parte se cumpriu

Mas renasce quando há qualquer mudança…

Passou a tempestade e resistiu

Vou agora, chegada esta bonança,

Lá fora ver se o cravo já floriu.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

  A Primavera  O riocorria calmoPlanta de Junco    Nós somos do mundo   

ou ir para o início.

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2 Respostas

  1. Sempre a somar sucessos sucessivos…Qualquer dia, temos mais um homem da ciência a ter louros, impor-se na POESIA…António Gedeão…Domingos Cardoso…João Roque…

  2. Muita gentiliza sua, colocar-me numa mesma frase que a António Gedeão, ao falar de poesia. Quanto a louros… uso muito na culinária… as folhas do loureiro “Laurus nobilis” (os meus meus alunos que me perdoem mas não consigo, nos comentário no blogue, colocar em itálico nem sublinhado o nome científico, respeitando as regras que ensino).
    Apesar de ser um homem da ciência também posso escrever “tempestade” e “bonança” sem me referir a questões climatéricas.

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