Sophia de Mello Breyner Andresen, por Adelina Barradas

Mar

Sophia de Mello Breyner Andresen

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma.

.
Adelina Barradas de Oliveira in https://cleopatramoon.blogs.sapo.pt/
.
Este poema, vim a saber quase três anos depois de o ter partilhado no meu blogue pela primeira vez, não é de Sophia. Tal facto não lhe retira qualquer mérito.
A autora é Adelina Barradas de Oliveira e a enorme divulgação deste poema teve por base um equívoco – o poema foi publicado em 2009 sob o título Sophia de Mello Breyner Andresen no blogue da autora e copiado por visitantes como se fosse de Sophia. O tornar-se viral, na minha modesta opinião, resulta obviamente do nome que lhe associaram, mas também (e sobretudo) da beleza do poema. Por alguma razão o escolhi para iniciar um dos capítulos do meu livro “Um Olhar…” 
Eu que já tive que reclamar a autoria de um poema, que começava a aparecer como sendo de um autor conhecido, entendo bem como estas coisas acontecem.
Do modo possível, desejo dar os créditos a quem de direito. Parabéns à autora pela beleza das palavras, inspiradas em Sophia.
A resolução deste equívoco teve o efeito secundário interessante de chamar a atenção sobre a escrita desta poetisa (e juíza de profissão). Não terá uma obra à dimensão de Sophia, mas tem alguns poemas de inegável valor e tem direito a sentir-se tão chocada, como eu fiquei, com o infeliz comentário de um “especialista” que afirmou (depois de saber que não era de Sophia) que, pela suposta falta de qualidade, não poderia ser dessa autora.

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Pudesse eu

Sophia Mello Breyner Andresen

Hoje, na biblioteca, li alguns poemas de Sophia. Deixo-vos com ela.

Pudesse eu não ter laços nem limites 
Ó vida de mil faces transbordantes 
Para poder responder aos teus convites 
Suspensos na surpresa dos instantes!

Sophia de Mello Breyner Andresen

A imagem colhi-a aqui:
https://lernarede.wordpress.com/2016/01/25/o-nome-das-coisas-sophia-de-mello-breyner-andresen/

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O mar dos meus olhos – Sophia

Neste dia deixo-vos com um belo poema, especialmente dedicado às mulheres.

Mar

Sophia de Mello Breyner Andresen

e não “O mar dos meus olhos” (ver nota)

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma

Adelina Barradas de Oliveira in https://cleopatramoon.blogs.sapo.pt/
e não
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética
como escrevi originalmente (ver nota)
Nota (datada de 16 de fevereiro de 2019):
Este poema, vim a saber quase três anos depois, não é de Sophia. Tal facto não lhe retira qualquer mérito. A autora é Adelina Barradas de Oliveira e enorme a divulgação deste poema teve por base um equívoco – o poema foi publicado em 2009 sob o título Sophia de Mello Breyner Andresen no blogue da autora e copiado por visitantes como se fosse de Sophia. O tornar-se viral, na minha modesta opinião resulta do nome que o assinava, mas (e sobretudo) da beleza do poema. Por alguma razão o escolhi para iniciar um dos capítulos do meu livro “Um Olhar…”
Eu que já tive que reclamar a autoria de um poema, que começava a aparecer como sendo de Mia Couto, entendo bem como estas coisas acontecem.
Do modo possível, desejo dar os créditos a quem de direito. Parabéns à autora pela beleza das palavras, inspiradas em Sophia.
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Bach Segóvia Guitarra

AndreSegovia 

A música do ser

Povoa este deserto

Com sua guitarra

Ou com harpas de areia

 

Palavras silabadas

Vêm uma a uma

Na voz da guitarra

 

A música do ser

Interior ao silêncio

Cria seu próprio tempo

Que me dá morada

 

Palavras silabadas

Unidas uma a uma

Às paredes da casa

 

Por companheira tenho

A voz da guitarra

 

E no silêncio ouvinte

O canto me reúne

De muito longe venho

Pelo canto chamada

 

E agora de mim

Não me separa nada

Quando oiço cantar

A música do ser

Nostalgia ordenada

Num silêncio de areia

Que não foi pisada

 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Geografia, 1967,

Este poema de Sophia saiu hoje no exame de Português do 12º Ano. Aqui fica ele para ser saboreado… sem mais complicações.

Escusado será dizer que me inspirou a escrever… mas isso fica para quando calhar.

Imagem – http://www.royalclassics.com/files/actividades_557.jpg

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