25 de Abril – a revolução dos cravos

Marcha da Gafanha da Nazaré – 2012

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25 de Abril – a revolução dos cravos

Refrão 1:

Nasceu tão bela e tão frágil

A nossa democracia

Recordemos esse dia

O vinte e cinco de Abril.

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Vieram os militares

Garbosos nas suas fardas

E o povo aos milhares

Sem medo das espingardas

 

E os cravos se tornaram

Símbolos da revolução

Nesse dia terminaram

Os tempos de repressão.

 

E o povo saiu à rua…

.   

Refrão 2: 

.    

E o povo sai à rua também

Pelo santo António,

Pelo São João

E pelo São Pedro…

Em alegre devoção

Celebrando os seus santos populares

Dias de alegria,

São dias de fé

Vamos a marchar…

Gafanha da Nazaré

.

(Refrão 1)

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Findou uma noite escura…

Em revolução serena,

Acabou a ditadura

O povo é quem mais ordena.

  

Abril abriu as janelas

E as portas à claridade

E a vida entrou por elas,

Em paz e em liberdade.

E o povo saiu à rua…

.

(Refrão 2  Refrão 1) 

.

 Na revolução de um povo

Que ansiava a liberdade,

Abril foi um tempo novo

De paz e fraternidade.

 

E nas vozes há cantigas

Que alegram novos e velhos

E das mãos das raparigas

Voam os cravos vermelhos.

 

E o povo saiu à rua…

.

(Refrão 2 )

A Lela, responsável do grupo de dança Pestinhas, que organiza a Marcha da Gafanha da Nazaré deu-me o tema e pediu-me que além do tema colocasse uma referência à Gafanha da Nazaré e aos Santos Populares, o que torna o desafio mais difícil.

A autora da música – Carla Lourenço Teixeira- fez um bom trabalho, que ainda me continua nos ouvidos. Eu também lhe compliquei, propositadamente, a vida com dois refrões com métricas diferentes, porque sabia que isso torna a música mais variada e mais rica.

Nunca hei-de perceber os critérios com que fomos avaliados. Fomos castigados porque fomos demasiado realistas, com a utilização muito digna de símbolos, mas que não caíram bem no júri.

Vídeo de uma apresentação no Jardim 31 de Agosto, na Gafanha da Nazaré.

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Marcha do Moliceiro - 2013  Receitada pelo médico  

ou ir para o início.

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 O Moliceiro – Marcha da Gafanha da Nazaré

Mar moliceiro

Marcha da Gafanha da Nazaré – 2013

Coreografia – Helena Semião (Lela)

Música – Carla Lourenço Teixeira

Letra – João Alberto Roque

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O Moliceiro

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Nobre, pelas calmas águas da ria,

Com o seu porte altivo e sobranceiro,

Nas horas de trabalho ou de folia,

Desliza o nosso barco… o moliceiro.

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Trabalhámos todo o dia

Na apanha do moliço

Nos fundos baixos da Ria

E é duro o serviço,

A bordo do moliceiro,

Deste barco sem igual.

Temos o rosto trigueiro,

Curtido de sol e sal.

.

Gracioso, o moliceiro,

É veloz a navegar,

Vence o vento e a maré.

Há que ser sempre o primeiro,

No nosso regresso ao lar…

Gafanha da Nazaré.

.

Co’as nossas melhores farpelas

Nós vamos em procissão

E nas mãos levamos velas

Que afastam a escuridão.

Retemperar energias,

Desfrutar bem o que resta

Que esta vida são dois dias…

Sempre prontos para a festa.

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Que nos leve um bom vento

Ao S. Paio da Torreira

Pois gozamos o evento

Em amena cavaqueira

Que a festa é concorrida,

Tanto amigo e vizinho,

E nunca falte a comida

Regada com um bom vinho.

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Vamos pelas águas da Ria

À Senhora da Saúde

Com muita fé e alegria

A pedir que nos ajude

E o que lhe pedem os crentes

Com cânticos e orações

É que cure os doentes

De maleitas e aflições.

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S. Jacinto ali tão perto

E os foguetes a chamar.

A esta festa, decerto.

Ninguém podia faltar.

E assim lá vai a malta

À Senhora das Areias

Quando a noite já vai alta

Regressa à luz de candeias.

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Senhora da Nazaré

Somos os anfitriões

Para a festa vamos a pé

Receber as multidões

Senhora dos Navegantes,

Com muita cor e alegria.

Espantam-se os visitantes

Com a procissão na ria.

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Pelos santos populares

Nós saltamos as fogueiras.

Andam balões pelos ares

Esquecemos as canseiras.

Santo António, S. João

E o S. Pedro a fechar…

Para lá da devoção

É tempo de festejar.

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Na proa do moliceiro,

Há desenhos coloridos

E frases, em tom brejeiro,

Cheias de duplos sentidos…

Deslizando pelo esteiro

Voltamos a ser petizes…

A bordo do moliceiro,

Nós já fomos tão felizes.

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Além de ser o autor da letra fui também um dos marchantes…  A apresentação na nossa cidade, apesar de alguns erros que esperamos corrigir até à próxima apresentação, mereceu o aplauso e o entusiasmo do muito público presente.

Esperamos por vós no dia 21, de novo na nossa freguesia (na Praia da Barra, perto do Farol) e no dia 22 no Pavilhão Adriano Nordeste, em S. Salvador.

Acrescentei mais tarde, o vídeo da última apresentação.

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A imagem que acompanha o texto foi colhida em: 

http://www.prof2000.pt/users/avcultur/rotaveiro/Imagens/Moliceiro01.jpg

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