A censura

Auto-censura

Aos dezassete anos

Já era “poeta”

Mas o que escrevia

Nunca ninguém lia

É que nesses tempos

De boa memória *

A censura atuava

E tudo cortava

Mas isso que importa

Se ficava feliz,

Como alguém que ama,

Ao ler o poema

Mas passados dias

Ou horas apenas

O censor chegava

E nada escapava

Eu era o escritor

E o crítico feroz.

Que grande guerra

Havia entre nós.

O pavor do ridículo

Vencia por fim.

Podia lá ser…

Expor-me assim?

João Alberto Roque
(10 de Novembro de 1999)

* Nota… para não haver lugar a confusões: esses tempos de boa memória são os da juventude, em que a (auto)censura atuava.

Depois de no artigo anterior ter apresentado o primeiro texto da fase de redescoberta da poesia, aqui fica o segundo poema e a nota que escrevi na altura a acompanhá-lo.

Na imagem que criei a partir de um manuscrito obtido na rede, recrio um carimbo da censura dos tempos da ditadura, que acabou tinha eu doze anos.

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Receitada pelo médico    À minha procura   Carta de amor 2  Condeixa 2

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Encontros – coletânea de escrita criativa

Deixem-me hoje falar-vos de um novo livro, com o título “Encontros”, resultado dos trabalhos de um grupo de amigos – A tertúlia Et Quoi. Tem cerca de 270 páginas, com trinta por minha conta.

Em breve, teremos novidades sobre os nossos “Encontros”. A coletânea que andamos a cozinhar há muito está quase no ponto. Em breve será servida aos apreciadores.

Para já deixo-vos com a capa, elaborada pelo Pedro Fontoura sobre uma foto da Olinda Morgado, dois talentosos e multifacetados elementos da nossa tertúlia.

encontros

Quando chegar da gráfica, logos vos enviarei um convite para o lançamento.

No artigo anterior referi a ida ao lançamento da coletânea Lugares e Palavras de Natal. Um fim de tarde agradável. Mas o dia foi todo ele dedicado às palavras e algo mais.

O sábado já tinha começado bem, no que diz respeito ao “coração, cabeça e estômago”. A começar uma agradável moqueca de peixe, confecionada pelo amigo Carlos Corga. Depois das deliciosas sobremesas, passámos aos contos, igualmente deliciosos. Eu contribuí com Três peixes gordos. O desafio era escrever um conto começando pelo início de um conto alheio. A minha escolha recaiu no início do conto Um peixe gordo de Branquinho da Fonseca, do seu livro Bandeira Preta.

Quando acabou a tertúlia literária (e gastronómica) rumei à estação e apanhei o comboio para o Porto, numa decisão de última hora, mas gostei de ter ido participar no lançamento de Lugares e Palavras de Natal.

Gostei ainda da económica e calma viagem de comboio, acompanhado da leitura: na ida de Bandeira Preta e, no regresso, dos contos de Natal da coletânea de que dei conta aqui.

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lugares-e-palavras-de-natal-2 haik Olho 3.png Prisma Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas O riocorria calmo

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Decantação

No primeiro dia de um novo ano letivo, volto a olhar para o meu blogue, de que tenho andado muito ausente, deixando este poema, já com anos, de uma fase em que escrevi vários com base em conceitos científicos. Espero que gostes.

 Decantação1

Decantação

Deixei repousar
As palavras
Agitadas
Misturadas

Soprei a espuma dos dias
Verti com cuidado

No fundo ficou só
Puro
O amor.

João Alberto Roque

Decantação2

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Origens  Planta de Junco    Nós somos do mundo  Fronteira  Poesia na cidade 2  

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Uma surpresa agradável em mp3

Um dos textos que tem tido melhor aceitação junto dos leitores do blogue “Infantilidades” é “Um susto de história com uma bruxa feia e um gato preto”. Já foi publicado por diversos sites interessantes, foi levado ao palco, em projetos com diferente qualidade, foi lido em escolas e associações culturais, …

Encontrei-o agora na Internet sob formato audio mp3, com linda pronúncia brasileira, num projeto muito meritório: «O projeto Purpurinar visa difundir o conhecimento a deficientes visuais através de arquivos de áudios gravados por voluntários ou “ledores virtuais”.»

Neste caso, a  voluntária Kamila Vieira da Silva adicionou-o à lista de literatura infantil do Projeto Purpuinar.

Gostei de ouvir a história na voz da Kamila e sensibilizado por a fazerem chegar a pessoas que de outra forma não poderiam conhecê-la.

Obrigado por darem brilho à minha história com as vossas “purpurinas”.

Quem puder ler, pode encontrar o texto no meu blogue em: Um susto de história com uma bruxa feia e um gato preto

Se preferirem fazer o dowload do mp3, encontram-no em inúmeros sites especializados, como aquiaqui ou aqui

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Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas  O riocorria calmo  A Primavera  MV    Apelo aos amigos

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Chegou-me a coletânea do  I Concurso Internacional de Poesia da Casa de Espanha.

Este concurso é uma iniciativa da Casa de Espanha – Núcleo Artístico-Cultural Federico Garcia Lorca, no Rio de Janeiro – Brasil. Deu-me mais uma oportunidade e a alegria de ver os meus textos divulgados e lidos.

Já me tinha chegado na semana passada. mas foi uma semana de muito trabalho e só agora houve disponibilidade mental para deixar aqui a notícia.

Para ler basta clicar nas imagens ou ver a publicação anterior.

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      Apelo aos amigos    

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Poesia na cidade em papel

O Dia Mundial da poesia ficou este ano, para mim, marcado pela publicação na analecta da Biblioteca Municipal / Câmara Municipal de Condeixa do poema que aqui publiquei há um ano. Tinha sido selecionado no concurso de 2014.

Tive o gosto de ter estado presente na sessão que decorreu no sábado, dia 19 de março, na Biblioteca Municipal de Condeixa e que contou com agradáveis momentos de música e de poesia.

Foi um sábado cheio. Acompanhei três alunos da minha turma do 11º A às Olimpíadas da Geologia, que decorreram em Coimbra, e depois acompanharam-me eles a mim à sessão em Condeixa e gostaram de viver um sábado diferente.

Tinha já um poema na primeira analecta e, como gostei, repeti a dose.

 

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    Prisma  Receitada pelo médico  Prémio Literário Hernâni Cidade  A Primavera 

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Coletânea “A Palavra em Prisma”

Tardou, mas chegou.

Recebi hoje a coletânea A Palavra em Prisma, do concurso homónimo promovido pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil.

É  sempre muito agradável receber uma obra como esta. Uma coletânea bonita, bem trabalhada, com capa dura e sobretudo com um conteúdo interessante – os trinta poemas selecionados. Parece-me, pela leitura das biografias dos autores, que sou o único português nesta coletânea.

O texto, como contei aqui há mais de dois anos, nasceu de um desafio da biblioteca da escola onde trabalho. Um livro em branco para os alunos e outros utilizadores escreverem algo sobre o tema E se eu fosse um livro?

Clica nas imagens para as aumentares e conseguires ler o texto. Em alternativa, podes ler o soneto aqui. Poderás reparar que há duas pequenas diferenças no texto.

Tinha prometido que quando recebesse os meus trinta exemplares da coletânea  a biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré receberia um deles, com uma dedicatória sentida. Promessa cumprida hoje mesmo.

Agora, quando tiver mais disponibilidade, oferecerei também um exemplar a outras bibliotecas como a da Escola Básica da Gafanha da Nazaré, a Municipal e ao polo de leitura da Gafanha da Nazaré.

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  Cecília e Sissi  MV     

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