Pudesse eu

Sophia Mello Breyner Andresen

Hoje, na biblioteca, li alguns poemas de Sophia. Deixo-vos com ela.

Pudesse eu não ter laços nem limites 
Ó vida de mil faces transbordantes 
Para poder responder aos teus convites 
Suspensos na surpresa dos instantes!

Sophia de Mello Breyner Andresen

A imagem colhi-a aqui:
https://lernarede.wordpress.com/2016/01/25/o-nome-das-coisas-sophia-de-mello-breyner-andresen/

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

 Casa de Espanha Receitada pelo médico  Sophia b Guitarra
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Antologia de Textos premiados no PMJML 2017

Como aqui tinha dado notícia, o meu conto com o título “Apeteces-me tanto” foi distinguido na segunda edição do Prêmio Maria José Maldonado de Literatura e agora publicado numa antologia dos textos premiados nas diferentes categorias a concurso, nas modalidades de conto e poesia.

A antologia está disponível gratuitamente em versão eletrónica na pagina da Academia Volta-redondense de Letras em https://www.avl.org.br/livros ou aqui – Antologia de Textos premiados no PMJML 2017

Prémio Maria José Maldonado 2017

Ainda não li toda a Antologia, mas encontrei já vários textos muito interessantes. A divulgação de textos, por esta via, pode atingir um número significativo de leitores, no Brasil e em Portugal.

Clicando nas imagens abaixo, poderás aceder a artigos sobre alguns dos meus textos publicados em coletâneas, todas selecionados em concursos, à exceção de “enCONTrOS”.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

enCONTrOS  O riocorria calmo Egas Moniz  Casa de Espanha

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A censura

Auto-censura

Aos dezassete anos

Já era “poeta”

Mas o que escrevia

Nunca ninguém lia

É que nesses tempos

De boa memória *

A censura atuava

E tudo cortava

Mas isso que importa

Se ficava feliz,

Como alguém que ama,

Ao ler o poema

Mas passados dias

Ou horas apenas

O censor chegava

E nada escapava

Eu era o escritor

E o crítico feroz.

Que grande guerra

Havia entre nós.

O pavor do ridículo

Vencia por fim.

Podia lá ser…

Expor-me assim?

João Alberto Roque
(10 de Novembro de 1999)

* Nota… para não haver lugar a confusões: esses tempos de boa memória são os da juventude, em que a (auto)censura atuava.

Depois de no artigo anterior ter apresentado o primeiro texto da fase de redescoberta da poesia, aqui fica o segundo poema e a nota que escrevi na altura a acompanhá-lo.

Na imagem que criei a partir de um manuscrito obtido na rede, recrio um carimbo da censura dos tempos da ditadura, que acabou tinha eu doze anos.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

Receitada pelo médico    À minha procura   Carta de amor 2  Condeixa 2

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Encontros – coletânea de escrita criativa

Deixem-me hoje falar-vos de um novo livro, com o título “Encontros”, resultado dos trabalhos de um grupo de amigos – A tertúlia Et Quoi. Tem cerca de 270 páginas, com trinta por minha conta.

Em breve, teremos novidades sobre os nossos “Encontros”. A coletânea que andamos a cozinhar há muito está quase no ponto. Em breve será servida aos apreciadores.

Para já deixo-vos com a capa, elaborada pelo Pedro Fontoura sobre uma foto da Olinda Morgado, dois talentosos e multifacetados elementos da nossa tertúlia.

encontros

Quando chegar da gráfica, logos vos enviarei um convite para o lançamento.

No artigo anterior referi a ida ao lançamento da coletânea Lugares e Palavras de Natal. Um fim de tarde agradável. Mas o dia foi todo ele dedicado às palavras e algo mais.

O sábado já tinha começado bem, no que diz respeito ao “coração, cabeça e estômago”. A começar uma agradável moqueca de peixe, confecionada pelo amigo Carlos Corga. Depois das deliciosas sobremesas, passámos aos contos, igualmente deliciosos. Eu contribuí com Três peixes gordos. O desafio era escrever um conto começando pelo início de um conto alheio. A minha escolha recaiu no início do conto Um peixe gordo de Branquinho da Fonseca, do seu livro Bandeira Preta.

Quando acabou a tertúlia literária (e gastronómica) rumei à estação e apanhei o comboio para o Porto, numa decisão de última hora, mas gostei de ter ido participar no lançamento de Lugares e Palavras de Natal.

Gostei ainda da económica e calma viagem de comboio, acompanhado da leitura: na ida de Bandeira Preta e, no regresso, dos contos de Natal da coletânea de que dei conta aqui.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

lugares-e-palavras-de-natal-2 haik Olho 3.png Prisma Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas O riocorria calmo

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Decantação

No primeiro dia de um novo ano letivo, volto a olhar para o meu blogue, de que tenho andado muito ausente, deixando este poema, já com anos, de uma fase em que escrevi vários com base em conceitos científicos. Espero que gostes.

 Decantação1

Decantação

Deixei repousar
As palavras
Agitadas
Misturadas

Soprei a espuma dos dias
Verti com cuidado

No fundo ficou só
Puro
O amor.

João Alberto Roque

Decantação2

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

Origens  Planta de Junco    Nós somos do mundo  Fronteira  Poesia na cidade 2  

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Uma surpresa agradável em mp3

Um dos textos que tem tido melhor aceitação junto dos leitores do blogue “Infantilidades” é “Um susto de história com uma bruxa feia e um gato preto”. Já foi publicado por diversos sites interessantes, foi levado ao palco, em projetos com diferente qualidade, foi lido em escolas e associações culturais, …

Encontrei-o agora na Internet sob formato audio mp3, com linda pronúncia brasileira, num projeto muito meritório: «O projeto Purpurinar visa difundir o conhecimento a deficientes visuais através de arquivos de áudios gravados por voluntários ou “ledores virtuais”.»

Neste caso, a  voluntária Kamila Vieira da Silva adicionou-o à lista de literatura infantil do Projeto Purpuinar.

Gostei de ouvir a história na voz da Kamila e sensibilizado por a fazerem chegar a pessoas que de outra forma não poderiam conhecê-la.

Obrigado por darem brilho à minha história com as vossas “purpurinas”.

Quem puder ler, pode encontrar o texto no meu blogue em: Um susto de história com uma bruxa feia e um gato preto

Se preferirem fazer o dowload do mp3, encontram-no em inúmeros sites especializados, como aquiaqui ou aqui

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas  O riocorria calmo  A Primavera  MV    Apelo aos amigos

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Chegou-me a coletânea do  I Concurso Internacional de Poesia da Casa de Espanha.

Este concurso é uma iniciativa da Casa de Espanha – Núcleo Artístico-Cultural Federico Garcia Lorca, no Rio de Janeiro – Brasil. Deu-me mais uma oportunidade e a alegria de ver os meus textos divulgados e lidos.

Já me tinha chegado na semana passada. mas foi uma semana de muito trabalho e só agora houve disponibilidade mental para deixar aqui a notícia.

Para ler basta clicar nas imagens ou ver a publicação anterior.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

      Apelo aos amigos    

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