Vale a pena tentar?

Vale a pena tentar?

Vale a pena tentar a audácia de mais um passo?
Vale a pena tentar, só o querer supera o cansaço!

Vale a pena tentar até que nos doa a voz?
Vale a pena tentar, mesmo se tudo joga contra nós!

Acreditar é o segredo…
vai em frente, vai sem medo
de arriscar.
Se é difícil a viagem,
só vence quem tem coragem
de tentar.

Vale a pena tentar sem certezas de sucesso?
Vale a pena tentar, mesmo sabendo os riscos do processo!

Vale a pena tentar mesmo se isso causa dor?
Vale a pena tentar, só assim saberás o teu valor!

Acreditar é o segredo…

Vale a pena tentar soltar a amarra que prende?
Vale a pena tentar, certos de que a falhar também se aprende!

Vale a pena tentar contra ventos e marés?
Vale a pena tentar, mas sempre sem deixar de ser quem és!

Acreditar é o segredo…

Esta foi a letra da canção que levei ao 17.º Festival da Canção Vida – uma iniciativa muito meritória do Grupo de Jovens “A Tulha” como salientou a artista convidada – Rita Redshoes – pois privilegia a criatividade.
As cantoras são Lara Pereira e Juliana Moreira, ambas com doze anos. No trombone, Diogo Bastos, de 14 anos, e na guitarra, Sara Coelho, de 18 anos. Todos alunos da Escola onde também trabalho – a Secundária da Gafanha Nazaré.
Um agradecimento especial aos colegas e amigos Aníbal Seco e Margarida Alves, com quem posso sempre contar.
O Júri atribui à canção o prémio da melhor mensagem.

Quanto ao vídeo, podes assistir aqui.

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Ondas da memória 2  Dias mais risonhos Um pouco mais Diz sim à vida 

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Apeteces-me tanto

AVL

Participei, em fevereiro, no concurso organizado pela Academia Volta-redondense de Letras, Rio de Janeiro, Brasil. O júri do concurso tinha que escolher 15 entre centenas de participantes em cada categoria. Recebi a comunicação de que tinha sido um dos autores premiados na categoria de conto.

“A Comissão Organizadora do PMJML 2017 tem o prazer de divulgar os 15 (quinze) autores premiados da Categoria Conto, após intenso trabalho da Comissão Avaliadora da categoria. A diversidade da origem dos participantes na Categoria Poesia foi também observada na Categoria Conto. A antologia contará com contistas de 4 das 5 regiões do país e três autores de Portugal, pais de origem de nossa homenageada, a poetisa Maria José Maldonado.

Autores Premiados do PMJML 2017 (Conto) 

Adnelson Borges de Campos – São Mateus do Sul – PR
Célia Chamiça – Odivelas – Portugal
Coracy Teixeira Bessa – Salvador – BA
Daniele Garcia Pires – São Paulo – SP
Francisco Ferreira – Conceição do Mato Dentro – MG
Gabriel Costa Abreu Dantas – Fortaleza – CE
Genisson Angelo Guimarães – São Paulo – SP
Gustavo Fontes Rodrigues – São Paulo – SP
João Alberto Roque – Gafanha da Nazaré – Portugal
João Paulo Lopes de Meira Hergesel – Alumínio – SP
João Pablo Trabico de Oliveira – Salvador – BA
Luciana Fátima da Silva – São Paulo – SP
Luísa Maria Ferreira Pinto de Lima – Santa Maria da Feira – Portugal
Sandra Maria Godinho Gonçalves – Manaus – AM
Vitor Luiz Bento Leite – Rio de Janeiro – RJ”

O conto que enviei, com o título “Apeteces-me tanto” será então publicado numa coletânea do concurso. Trata-se de uma história em que o protagonista é uma criança e foi escrito em Outubro de 2015.

É sempre um estímulo receber estas distinções e divulgar os meus textos. Quando ocorrer a publicação darei aqui notícia e divulgarei o texto.

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Encontros – coletânea de escrita criativa

Deixem-me hoje falar-vos de um novo livro, com o título “Encontros”, resultado dos trabalhos de um grupo de amigos – A tertúlia Et Quoi. Tem cerca de 270 páginas, com trinta por minha conta.

Em breve, teremos novidades sobre os nossos “Encontros”. A coletânea que andamos a cozinhar há muito está quase no ponto. Em breve será servida aos apreciadores.

Para já deixo-vos com a capa, elaborada pelo Pedro Fontoura sobre uma foto da Olinda Morgado, dois talentosos e multifacetados elementos da nossa tertúlia.

encontros

Quando chegar da gráfica, logos vos enviarei um convite para o lançamento.

No artigo anterior referi a ida ao lançamento da coletânea Lugares e Palavras de Natal. Um fim de tarde agradável. Mas o dia foi todo ele dedicado às palavras e algo mais.

O sábado já tinha começado bem, no que diz respeito ao “coração, cabeça e estômago”. A começar uma agradável moqueca de peixe, confecionada pelo amigo Carlos Corga. Depois das deliciosas sobremesas, passámos aos contos, igualmente deliciosos. Eu contribuí com Três peixes gordos. O desafio era escrever um conto começando pelo início de um conto alheio. A minha escolha recaiu no início do conto Um peixe gordo de Branquinho da Fonseca, do seu livro Bandeira Preta.

Quando acabou a tertúlia literária (e gastronómica) rumei à estação e apanhei o comboio para o Porto, numa decisão de última hora, mas gostei de ter ido participar no lançamento de Lugares e Palavras de Natal.

Gostei ainda da económica e calma viagem de comboio, acompanhado da leitura: na ida de Bandeira Preta e, no regresso, dos contos de Natal da coletânea de que dei conta aqui.

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Lugares e Palavras de Natal

A mais bela prenda

De forma inesperada, recebi um convite para enviar um texto para uma coletânea de Natal, organizada pela Lugar da Palavra Editora. Apesar de um pouco renitente, acabei por enviar um texto escrito em 2009 e que já conheces pois faz parte destas infantilidades desde 2014, embora numa versão mais curta (mesmo a versão agora publicada teve que levar alguns cortes para caber nos critérios definidos pela editora).

A primeira reação dos editores foi muito simpática e venceu as minhas resistências. Acabou selecionado e publicado. Neste sábado, no Porto, decorreu a apresentação do livro. Gostei da experiência e, “se a tanto me ajudar o engenho e a arte”, como diria o poeta, no próximo ano voltarei a participar.

Para ler o meu texto podes adquirir a coletânea à editora, ou ler aqui.

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Ondas da Memória

O soneto Ondas da Memória, associado a uma melodia também criada por mim e posteriormente complementada com o talento musical dos amigos Aníbal Seco, Rogério Fernandes e Inês Margaça, foi selecionado para o Festival da Canção Vida, organizado pela associação de Jovens A Tulha. Neste sábado, perante a Casa da Cultura de Ílhavo cheia de apreciadores, a canção foi apresentada ao público na bela voz da Beatriz Dores. O grupo incluía ainda o André Marçal, o João Pedro Caçoilo, o Pedro Rocha e o David Roque.

Ondas da memória

Ouço as ondas do mar, ouço-as bem
E elas dão-me o tom para a canção…
Dão-me também o ritmo em seu vaivém
E trazem-me a paz ao coração.

Se estou só, com saudades, sei porém
Que querias partilhar a ocasião
E que a espera é curta, creio bem,
Até eu ter na minha a tua mão.

Deixo a voz espraiar-se, neste canto,
Neste extenso areal, praia vazia…
Voa com as gaivotas que espanto.

Pois se o mar me traz melancolia,
Na alma sobrevive um doce encanto…
E na memória há risos de alegria.

Parabéns para a associação de jovens A Tulha pelas dezasseis edições do festival e pelo profissionalismo colocado em cada uma das edições. Pela minha parte, estou disponível para continuar a colaborar com mais poemas, para juntar aos cinco que já foram dados a conhecer na voz dos jovens que têm aceitado emprestá-la aos meus textos.

Nesta edição apresentei também a canção Esta casa, cujo texto pode ser lido aqui.

As fotos são do Filipe Bola.

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Esta casa Dias mais risonhos Um pouco mais Diz sim à vida moliceiro 2 Olho 3.png

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O cravo de abril

Cravo

 

Era um cravo vermelho de abril

Coloquei na lapela só a flor

E a haste, com esperança infantil,

Pus no solo e reguei-a com amor

Concretizou-se o sonho pueril

Suportou a secura e o calor

E vi-a renascer primaveril

Quem sabe, ainda este ano, dará flor

Porque abril foi um sonho, esperança

Que ainda só em parte se cumpriu

Mas renasce quando há qualquer mudança…

Passou a tempestade e resistiu

Vou agora, chegada esta bonança,

Lá fora ver se o cravo já floriu.

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  A Primavera  O riocorria calmoPlanta de Junco    Nós somos do mundo   

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Hino à Gafanha da Nazaré

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A quem buscava um futuro
Nunca negaste o sustento
Foste um porto seguro
Terra de acolhimento
Foste o cais da partida
Para grandes aventuras
Em epopeia vivida
Sempre em condições tão duras

Nesta língua de areia
Entre a laguna e o mar
Nasceste, pequena aldeia
Que aprendemos a amar
Depois vila, tão formosa,
Embalada pela maré,
Hoje és cidade orgulhosa…
Gafanha da Nazaré

És lugar acolhedor,
Em que escolhemos viver,
Que um povo batalhador
Com trabalho faz crescer
Queremos cantar-te um Hino
Para expressar esta fé:
Mandarás no teu destino…
Gafanha da Nazaré.

João Alberto Roque

 

Escrevi este texto em 2012, quando a ADIG lançou o concurso para um Hino à Gafanha da Nazaré. Estando ligado à organização do concurso, obviamente não podia concorrer, mas podia escrever… e saiu-me assim.

Hoje, numa viagem pelos meus textos, encontrei-o e achei que era uma boa data – feriado municipal – para o dar a conhecer.

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