Poesia na cidade em papel

O Dia Mundial da poesia ficou este ano, para mim, marcado pela publicação na analecta da Biblioteca Municipal / Câmara Municipal de Condeixa do poema que aqui publiquei há um ano. Tinha sido selecionado no concurso de 2014.

Tive o gosto de ter estado presente na sessão que decorreu no sábado, dia 19 de março, na Biblioteca Municipal de Condeixa e que contou com agradáveis momentos de música e de poesia.

Foi um sábado cheio. Acompanhei três alunos da minha turma do 11º A às Olimpíadas da Geologia, que decorreram em Coimbra, e depois acompanharam-me eles a mim à sessão em Condeixa e gostaram de viver um sábado diferente.

Tinha já um poema na primeira analecta e, como gostei, repeti a dose.

 

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Coletânea “A Palavra em Prisma”

Tardou, mas chegou.

Recebi hoje a coletânea A Palavra em Prisma, do concurso homónimo promovido pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil.

É  sempre muito agradável receber uma obra como esta. Uma coletânea bonita, bem trabalhada, com capa dura e sobretudo com um conteúdo interessante – os trinta poemas selecionados. Parece-me, pela leitura das biografias dos autores, que sou o único português nesta coletânea.

O texto, como contei aqui há mais de dois anos, nasceu de um desafio da biblioteca da escola onde trabalho. Um livro em branco para os alunos e outros utilizadores escreverem algo sobre o tema E se eu fosse um livro?

Clica nas imagens para as aumentares e conseguires ler o texto. Em alternativa, podes ler o soneto aqui. Poderás reparar que há duas pequenas diferenças no texto.

Tinha prometido que quando recebesse os meus trinta exemplares da coletânea  a biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré receberia um deles, com uma dedicatória sentida. Promessa cumprida hoje mesmo.

Agora, quando tiver mais disponibilidade, oferecerei também um exemplar a outras bibliotecas como a da Escola Básica da Gafanha da Nazaré, a Municipal e ao polo de leitura da Gafanha da Nazaré.

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Histórias de Ensinar

O livro Histórias de Ensinar, publicado pela Raiz Editora em E-book, em formato pdf, está disponível para leitura / download no site da editora.

Trata-se de uma coletânea de histórias contadas por professores e educadores, na sequência de um passatempo promovido no facebook.

A minha participação chama-se Pais e filhos e está na página 46. Podes ler aqui

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39 Poemas & Contos contra o Racismo

O livro “39 Poemas & Contos contra o Racismo”, que inclui (na página 116) o meu conto O rio corria calmo – Uma história de violência, será lançado digitalmente no site www.acidi.gov.pt, no dia 21 de março, no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial e do Dia Mundial da Poesia.

Será realizada brevemente uma cerimónia para o lançamento do livro em papel, mas a versão em pdf está acessível, na íntegra, aqui.

Imagem

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Ao pé das palavras – Hélder Ramos

Quando em 2007 o Hélder Ramos publicou o seu livro de poesia Ao pé das palavras deu-me a difícil mas honrosa tarefa de escrever o prefácio. Hoje revisitei o livro e achei que o meu blogue teria uma lacuna grave sem uma referência ao livro do Hélder. Deixo-vos com o prefácio que escrevi na altura e com um poema – Evocação I.

«A poesia é um jogo de espelhos que nos dá uma imagem ora mais fiel, ora mais deformada da personalidade do seu autor. Uma imagem divertida ou mais introvertida, mesmo inquieta, mas sempre plena de ritmo e de vida.

A escrita do Hélder é uma extensão da sua vida profissional – a exigente profissão docente – que desenvolve com uma dedicação e uma sensibilidade de excepção.

Ninguém espere, no entanto, encontrar nesta obra “apenas” o professor de Português. A escrita é também um espaço de liberdade onde o poeta se reinventa, uma vida paralela, recatada, como tão bem o diz Miguel Torga na sua Biografia:

Sonho, mas não parece.

Nem quero que pareça.

É por dentro que eu gosto que aconteça

A minha vida.

Íntima, funda, como um sentimento

De que se tem pudor.

A poesia é, provavelmente, a forma de arte em que o seu autor mais se expõe. É sempre um acto de coragem publicar um livro de poesia, especialmente quando se trata de alguém que tem um percurso de vida já com muitos pontos fortes. Conheço o Hélder há bastantes anos, mas acho que o conheço ainda melhor desde que comecei a ler a sua poesia.

Na família mais chegada do autor quase todos têm um reconhecido jeito para a música. A ele coube-lhe um talento especial para a poesia – a música das palavras. Peço-lhe emprestadas algumas dessas palavras, dum poema – Para lá dos telhados – e transformo-as numa pergunta:

– De onde vem a tua música que ouço e prende ao mundo a alma, que enleva na distância os sentidos?»

Evocação I

Não foi o vento

Que pediu que partisse

Sem destino

.

Nem o mar

Me prendeu

Com os seus brilhos

.

Foi a saudade

Dos teus olhos

Pronta

Em acenos

De ânimo

E mistérios

Sem conta

 
Hélder Ramos, Ao pé das palavras
 
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Se eu fosse um livro…

E se eu fosse um livro, por magia,

Para me poderes ler sobre esta mesa?

Se pudesse escolher, tenho a certeza,

Seria coletânea de poesia.

.

E em cada poema uma surpresa

A cada nova página que abria.

Sim, que esta capa gasta, quem diria,

Guarda dentro de si muita beleza

.

No ritmo e na rima dos poemas

Justa combinação, a dos fonemas,

Feita para que gostes de me ler.

.

Tudo depende só da tua escolha…

Perder-te-ias toda em cada folha.

Levar-te-ia aos cumes do prazer.

Como prometido no artigo anterior, em que dei conta de este soneto ter sido selecionado para publicação no concurso “A Palavra em Prisma”, organizado pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil, aqui o deixo.

Quanto à imagem, regresso à que usei quando comecei o blogue a 20/01/2009.

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Se eu fosse um livro… A Palavra em Prisma

Prisma

Concorri ao concurso “A Palavra em Prisma”, organizado pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil – e fui hoje informado de que fui selecionado para publicação (único prémio do concurso). Recebi a notícia como uma espécie de presente de Natal.

O texto nasceu de um desafio da biblioteca da escola onde trabalho. Um livro em branco para os alunos e outros utilizadores escreverem algo sobre o tema E se eu fosse um livro?

Optei por escrever um soneto porque, com as suas regras bem definidas, é mais difícil e mais desafiador.

Parece que encontrei a musa, ali sentado entre os livros da biblioteca da escola.

O meu poema estar nos trinta selecionados para publicação, entre quase mil trabalhos, deixa-me, obviamente, contente.

Fica desde já prometido que, quando receber os exemplares que me cabem da coletânea com os trinta poemas selecionados, a biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré receberá um deles, com uma dedicatória sentida.

Se a tal for autorizado pela organização do concurso, também publicarei aqui o soneto Se eu fosse um livro… 

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