Bote (ou dóri)

A propósito de muitas dúvidas que têm andado nas redes sociais sobre o que é um “dóri” (os gafanhões sempre usaram mais a palavra “bote”), aqui vão duas fotos do bote 7 do “Novos Mares” que está na praça St. Jonh’s, na Gafanha da Nazaré e um poema que lhe dediquei e que consta do livro que hoje, pelas 16 horas, vou apresentar na Biblioteca Municipal de Ílhavo, e para a qual o convite segue, explícito.

Bote 1

Bote

Trocaste o azul pelo verde de um relvado
Em homenagem oca às velhas glórias
– Epopeias de gentes piscatórias –
Ao barco por inércia afundado

Se o navio acabou desmantelado
Os bocados, os botes, as histórias
São fragmentos de vida e de memórias
Do “Novos Mares” – orgulho do passado

O tempo para ti trouxe mudanças
Em vez de bacalhau já só carregas
O sabor agridoce das lembranças

Venceste tempestades e escolhos
Agora fixo ao chão, já só navegas
No azul esverdeado dos meus olhos.

Na fotografia ainda disfarça, mas o estado do bote está muito longe do desejável, a precisar urgentemente de restauro, que a não ocorrer vai obrigar a uma “requalificação”.

Bote 2

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Reportagem sobre o lançamento de “Um Olhar…

O Professor Fernando Martins fez uma bela reportagem do lançamento do meu livro “Um Olhar…”. Vi-o a tomar notas no seu bloco e sabia que ia sair uma notícia de qualidade. Quem sabe sabe. Na ocasião pude referir o muito que com ele pude aprender sobre jornalismo, nos anos em que colaborei no jornal Timoneiro e nunca é demais repetir. Foi, para mim, um mestre muito importante.

JA3

João Alberto Roque e Hélder Ramos

Tinha pensado colocar o seu texto também no meu blogue e pedi-lhe autorização, que foi concedida, mas pensando melhor, coloco apenas a ligação ao seu blogue “Pela Positiva” para que os leitores de “infantilidades” possam ir “beber à fonte”.

A foto é do Professor Fernando Martins, num momento da intervenção do professor de português e poeta Hélder Ramos.

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O Poema

Uma amiga (Ana Paula Simões), a quem agradeço a divulgação da minha poesia, publicou no facebook “O Poema” retirado do meu livro “Um Olhar…” e eu optei por colocá-lo também aqui no blogue, onde o tempo passa mais devagar e é mais fácil de encontrá-lo, nem que seja daqui a vários anos.

Na procela

O Poema

Uma frase é o ponto de partida
Palavras são a frágil caravela 
Mas eu, cheio de medo, embarco nela
Sabendo que a viagem é só de ida

O poema tem sabor a despedida
Então respiro fundo e iço a vela
Não quero calmaria, mas procela 
A rota sempre é desconhecida

Estou ferido e esse é um bom presságio
Sei bem que o que me espera é o naufrágio
Mas quando tudo acalma ainda vivo

E sei que descobri a ilha rara
A praia que descansa e que sara
E cujo horizonte é lenitivo.

A imagem foi colhida em https://refugeofthewild.tumblr.com/image/119364905174

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Lançamento de “Um Olhar…”

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Clica na primeira imagem, para ver a sequência da reportagem fotográfica.

Um sentido obrigado a todos os que colaboraram para que tudo corresse tão bem na sessão de lançamento do meu livro: Desde a D. Graça Martinho, cujos dotes culinários sempre adoçam os eventos que organizamos na Biblioteca, à D. Lurdes Ramos, à colega Piedade Gomes (ambas passaram o dia de aniversário dedicadas a este evento), aos alunos que tocaram – Sara Pombo e Diogo Bastos – ou leram poemas – Selene Salavessa e Samanta Bizarro, aos que trataram do som – Rafael Pombares e João Nunes – às colegas a quem pedi para lerem um poema – Ercília Amador, Amélia Pinheiro, Paula Cebola e Eunice Almeida – e a quem agradeço por sempre me incentivarem a prosseguir neste caminho da poesia, à Diretora Eugénia Pinheiro, que sem hesitar aceitou o pedido de que a biblioteca, onde passo tantas horas, servisse de palco a este lançamento, fazendo que me sentisse em casa. À minha filha Cecília que deu a cara pelo livro e esteve a receber os participantes e na venda dos livros, com a colega de turma Mariana Castanheiro. Aos elementos do Coro de que faço parte e ao colega Aníbal Seco que não hesitaram e responderam presente quando os convidei para animar o evento. Por fim, ao amigo Hélder Ramos, que nunca regateia esforços quando lhe peço a colaboração e, neste caso, pedi quer para o prefácio quer para a apresentação.

A reportagem fotográfica é da colega Fátima Viana e a escolha e tratamento das imagens foi feita por mim.

A professora bibliotecária da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, a minha amiga Piedade Gomes, escreveu este texto para o blogue da biblioteca e eu, com a devida vénia, transcrevo-o aqui no meu blogue:

Na noite do dia 28 de setembro, em agradável convívio de amigos, a Biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré acolheu o lançamento do livro “Um olhar…”, de João Alberto Roque. Homem da terra, de formação na área das ciências, o seu gosto e dedicação à escrita já vem de alguns anos. Participou em diversos concursos literários que lhe valeram a obtenção de prémios a nível nacional e além-fronteiras. Tem textos em diversas publicações, quer coletivas, quer individuais. Escreve em resposta a desafios, mas também sobre si e sobre a sua visão do mundo. Começou a escrever por deleite, depois submeteu-se à métrica e às regras do soneto e transformou-as em desafios, disciplinando a sua criatividade.

Este evento constituiu uma celebração à escrita e uma oportunidade para que a comunidade da Gafanha da Nazaré possa refletir sobre a importância da escrita na nossa vida.

Usamo-la como forma de comunicação para nos entendermos. O João usou-a como forma de catarse e reflexão sobre a vida, como ele próprio afirma. Para nós, ele criou com arte, exprimiu ideias e sentimentos com beleza. Deixou-nos metade de uma obra que nos compete completar, seguindo a linha de pensamento do escritor britânico Joseph Conrad “O autor só escreve metade do livro. Da outra metade deve ocupar-se o leitor”. Mas a escrita é acima de tudo um valor civilizacional, uma arma poderosa que permite ao homem compreender melhor o mundo e de transformá-lo, de escolher em consciência e em liberdade, resistindo às pressões e às diversas formas de subjugação e de escravatura do seu tempo.

Piedade Gomes

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Sobre “Um Olhar…”

Livro Um Olhar2

Reflexão sobre “Um Olhar…”

Como fui divulgando, no dia 28 de setembro, vai ser o lançamento do meu livro “Um olhar… (Sonetos)”. É na Biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, pelas 21 horas. É um evento público, para o qual, amigo leitor, estás desde já convidado.

Se me pedisses para escolher um poema que servisse de síntese ao livro, acho que me lembraria deste:

Metapoema

Nem sei bem onde acaba a minha mão
E começa a folha de papel
Em que afago já a tua pele
Num toque de poesia e emoção

É mágica esta espécie de fusão
A que a poesia nos compele
Em que nos envolvemos pele com pele
Até onde as palavras contarão

O ato de escrever é aliciante
Ausente no poema te revejo
Inspiras-me a palavra mais marcante

O alvo do carinho, do desejo
És tu, e quando lês, mesmo distante,
Gostava que o sentisses como um beijo.

João Alberto Roque

“Um olhar…” tem cento e quarenta sonetos, mas já fui publicando, desde 2010, alguns desses sonetos, que podes ler (e conhecer o enquadramento da publicação no blogue) clicando nas ligações:

Venho brincar aqui no Português, Mia Couto e Unidiversidade

https://infantilidades.wordpress.com/2010/09/30/redondo/

Cerejas são palavras

https://infantilidades.wordpress.com/2013/06/17/cerejas/

Se eu fosse um livro

https://infantilidades.wordpress.com/2013/12/27/se-eu-fosse-um-livro/

Pelo meu aniversário

https://infantilidades.wordpress.com/2014/01/08/aniversario/

Com e sem rede

https://infantilidades.wordpress.com/2014/03/29/fronteira/

Que bela

https://infantilidades.wordpress.com/2014/08/27/que-bela/

Folha em branco

https://infantilidades.wordpress.com/2014/12/16/folha-em-branco/

Soneto de fim de ano

https://infantilidades.wordpress.com/2014/12/31/soneto-de-fim-de-ano/

Poesia na cidade

https://infantilidades.wordpress.com/2015/03/21/poesia-na-cidade/

A tua luz

https://infantilidades.wordpress.com/2015/09/22/a-tua-luz/

O cravo de abril

https://infantilidades.wordpress.com/2016/04/25/o-cravo-de-abril/

Origens

https://infantilidades.wordpress.com/2016/06/16/barbarie/

Ondas da memória

https://infantilidades.wordpress.com/2016/11/29/ondas-da-memoria/

Apelo aos amigos

https://infantilidades.wordpress.com/?p=1045

Doze passas

https://infantilidades.wordpress.com/2017/12/31/poema-para-o-novo-ano/

Os restantes sonetos (mais recentes) que publiquei no blogue foram escritos já depois de fechar a edição deste livro.

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Poesia na cidade em papel

O Dia Mundial da poesia ficou este ano, para mim, marcado pela publicação na analecta da Biblioteca Municipal / Câmara Municipal de Condeixa do poema que aqui publiquei há um ano. Tinha sido selecionado no concurso de 2014.

Tive o gosto de ter estado presente na sessão que decorreu no sábado, dia 19 de março, na Biblioteca Municipal de Condeixa e que contou com agradáveis momentos de música e de poesia.

Foi um sábado cheio. Acompanhei três alunos da minha turma do 11º A às Olimpíadas da Geologia, que decorreram em Coimbra, e depois acompanharam-me eles a mim à sessão em Condeixa e gostaram de viver um sábado diferente.

Tinha já um poema na primeira analecta e, como gostei, repeti a dose.

 

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Coletânea “A Palavra em Prisma”

Tardou, mas chegou.

Recebi hoje a coletânea A Palavra em Prisma, do concurso homónimo promovido pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil.

É  sempre muito agradável receber uma obra como esta. Uma coletânea bonita, bem trabalhada, com capa dura e sobretudo com um conteúdo interessante – os trinta poemas selecionados. Parece-me, pela leitura das biografias dos autores, que sou o único português nesta coletânea.

O texto, como contei aqui há mais de dois anos, nasceu de um desafio da biblioteca da escola onde trabalho. Um livro em branco para os alunos e outros utilizadores escreverem algo sobre o tema E se eu fosse um livro?

Clica nas imagens para as aumentares e conseguires ler o texto. Em alternativa, podes ler o soneto aqui. Poderás reparar que há duas pequenas diferenças no texto.

Tinha prometido que quando recebesse os meus trinta exemplares da coletânea  a biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré receberia um deles, com uma dedicatória sentida. Promessa cumprida hoje mesmo.

Agora, quando tiver mais disponibilidade, oferecerei também um exemplar a outras bibliotecas como a da Escola Básica da Gafanha da Nazaré, a Municipal e ao polo de leitura da Gafanha da Nazaré.

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Histórias de Ensinar

O livro Histórias de Ensinar, publicado pela Raiz Editora em E-book, em formato pdf, está disponível para leitura / download no site da editora.

Trata-se de uma coletânea de histórias contadas por professores e educadores, na sequência de um passatempo promovido no facebook.

A minha participação chama-se Pais e filhos e está na página 46. Podes ler aqui

Histórias de ensinar

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39 Poemas & Contos contra o Racismo

O livro “39 Poemas & Contos contra o Racismo”, que inclui (na página 116) o meu conto O rio corria calmo – Uma história de violência, será lançado digitalmente no site www.acidi.gov.pt, no dia 21 de março, no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial e do Dia Mundial da Poesia.

Será realizada brevemente uma cerimónia para o lançamento do livro em papel, mas a versão em pdf está acessível, na íntegra, aqui.

Imagem

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Ao pé das palavras – Hélder Ramos

Quando em 2007 o Hélder Ramos publicou o seu livro de poesia Ao pé das palavras deu-me a difícil mas honrosa tarefa de escrever o prefácio. Hoje revisitei o livro e achei que o meu blogue teria uma lacuna grave sem uma referência ao livro do Hélder. Deixo-vos com o prefácio que escrevi na altura e com um poema – Evocação I.

«A poesia é um jogo de espelhos que nos dá uma imagem ora mais fiel, ora mais deformada da personalidade do seu autor. Uma imagem divertida ou mais introvertida, mesmo inquieta, mas sempre plena de ritmo e de vida.

A escrita do Hélder é uma extensão da sua vida profissional – a exigente profissão docente – que desenvolve com uma dedicação e uma sensibilidade de excepção.

Ninguém espere, no entanto, encontrar nesta obra “apenas” o professor de Português. A escrita é também um espaço de liberdade onde o poeta se reinventa, uma vida paralela, recatada, como tão bem o diz Miguel Torga na sua Biografia:

Sonho, mas não parece.

Nem quero que pareça.

É por dentro que eu gosto que aconteça

A minha vida.

Íntima, funda, como um sentimento

De que se tem pudor.

A poesia é, provavelmente, a forma de arte em que o seu autor mais se expõe. É sempre um acto de coragem publicar um livro de poesia, especialmente quando se trata de alguém que tem um percurso de vida já com muitos pontos fortes. Conheço o Hélder há bastantes anos, mas acho que o conheço ainda melhor desde que comecei a ler a sua poesia.

Na família mais chegada do autor quase todos têm um reconhecido jeito para a música. A ele coube-lhe um talento especial para a poesia – a música das palavras. Peço-lhe emprestadas algumas dessas palavras, dum poema – Para lá dos telhados – e transformo-as numa pergunta:

– De onde vem a tua música que ouço e prende ao mundo a alma, que enleva na distância os sentidos?»

Evocação I

Não foi o vento

Que pediu que partisse

Sem destino

.

Nem o mar

Me prendeu

Com os seus brilhos

.

Foi a saudade

Dos teus olhos

Pronta

Em acenos

De ânimo

E mistérios

Sem conta

 
Hélder Ramos, Ao pé das palavras
 
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Se eu fosse um livro…

E se eu fosse um livro, por magia,

Para me poderes ler sobre esta mesa?

Se pudesse escolher, tenho a certeza,

Seria coletânea de poesia.

.

E em cada poema uma surpresa

A cada nova página que abria.

Sim, que esta capa gasta, quem diria,

Guarda dentro de si muita beleza

.

No ritmo e na rima dos poemas

Justa combinação, a dos fonemas,

Feita para que gostes de me ler.

.

Tudo depende só da tua escolha…

Perder-te-ias toda em cada folha.

Levar-te-ia aos cumes do prazer.

Como prometido no artigo anterior, em que dei conta de este soneto ter sido selecionado para publicação no concurso “A Palavra em Prisma”, organizado pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil, aqui o deixo.

Quanto à imagem, regresso à que usei quando comecei o blogue a 20/01/2009.

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Se eu fosse um livro… A Palavra em Prisma

Prisma

Concorri ao concurso “A Palavra em Prisma”, organizado pelas Bibliotecas Públicas Municipais de Guarulhos – São Paulo – Brasil – e fui hoje informado de que fui selecionado para publicação (único prémio do concurso). Recebi a notícia como uma espécie de presente de Natal.

O texto nasceu de um desafio da biblioteca da escola onde trabalho. Um livro em branco para os alunos e outros utilizadores escreverem algo sobre o tema E se eu fosse um livro?

Optei por escrever um soneto porque, com as suas regras bem definidas, é mais difícil e mais desafiador.

Parece que encontrei a musa, ali sentado entre os livros da biblioteca da escola.

O meu poema estar nos trinta selecionados para publicação, entre quase mil trabalhos, deixa-me, obviamente, contente.

Fica desde já prometido que, quando receber os exemplares que me cabem da coletânea com os trinta poemas selecionados, a biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré receberá um deles, com uma dedicatória sentida.

Se a tal for autorizado pela organização do concurso, também publicarei aqui o soneto Se eu fosse um livro… 

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O drama dum estudante de engenharia da Universidade do Porto

Regressara, cabisbaixo, pelas ruas sombrias da zona histórica. Pesava-lhe mais um chumbo. Nunca seria engenheiro. Uma vida frustrada, pendurada naquele exame.

Desistia de tudo! Adiava há anos aquela decisão. Imaginava quanto os pais iriam sofrer.

Passou, uma última vez, os olhos pelo papel e pousou-o sobre a mesa.

Pegou na corda e, meticulosamente, fez o nó corredio. Ajustou-o ao pescoço.
Naquele espaço amplo, suspenso no tempo, era figura importante dum drama histórico, disposto a morrer pelos seus princípios.

Sentia-se já Egas Moniz – a personagem a que daria corpo desta vez.

A decisão estava tomada: mudaria de curso. No palco… vivia.

Concorri com este microconto, com exatamente 100 palavras, ao concurso promovido em 2011 pela Universidade do Porto, integrado nas comemorações do seu centenário, e foi um dos 100 selecionados para publicação  no livro Cem anos, 100 palavras.

A “minha Universidade” é a de Aveiro, onde fiz quer a licenciatura quer o mestrado, mas achei a ideia deste concurso interessante e respondi ao desafio. Não é fácil contar uma história em tão poucas palavras…

Apesar de publicado em livro, coloco-o aqui para chegar a mais leitores.

A propósito, este Egas Moniz, figura histórica ligada à fundação de Portugal, era o aio de D. Afonso Henriques. Podes ler mais sobre este tema na wikipedia.

Ficheiro:Knight Egas Moniz (7893186626).jpg

Não confundir com outro Egas Moniz muito conhecido: o médico de Avanca, galardoado em 1949 com o Prémio Nobel da Medicina.

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Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas

Um dos meus textos de que gosto particularmente é

Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas

Uma história… a feijões ou um fundo de verdade num inverosímil conto de fadas Podem lê-la em:

http://www.liberarti.com/schede.cfm?id=1075&Uma_historia%85_a_feijoes_ou_um_fundo_de_verdade_num_inverosimil_conto_de_fadas

Os leitores mais habituados à minha escrita já não devem estranhar a extensão dos meus títulos.

Foi selecionada para publicação (em Português e também em Italiano) num concurso de um site italiano, com uma secção dedicada a Portugal e Brasil. O contrato é para e-book, mas havendo a hipótese de ser também em papel.

Por enquanto, ainda está disponível para leitura no site indicado acima. É um bónus aos fiéis visitantes.

 

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Uma sucessão de acasos?

Andava a algum tempo a evitar colocar algo de novo no blogue mas hoje (afinal, o relógio diz que já foi ontem…) tive uma conversa com a responsável de uma biblioteca escolar, onde entrei por mero acaso, que, sem o saber, me motivou a ligar ao editor do “Pirilampo e dos deveres da escola”.
Não faz sentido o livro estar esgotado… Gostei da conversa. Espero que venha a ter frutos.

Estas duas conversas já tiveram pelo menos um efeito em mim… tirar-me de um certo desânimo em que andava, relativamente à escrita.

Uma sucessão de acasos?

Outra conversa interessante que hoje aconteceu foi com uma amiga que já não via há imenso tempo, considerando que até vivemos relativamente perto um do outro… não sei bem se conversei com a arquitecta se com a artista plástica, mas espero ter dado um pequeno empurrão à escritora… espero que arquitecte uma boa história que possa, depois, ser bem ilustrada pela pintora de créditos já firmados.

Para acabar o dia, uma surpresa na Internet, mas dessa… falo no próximo post…

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Testamento Poético em linguagem prosaica

.

Estando em estado de lucidez e de perfeito juízo

Ainda na posse de todas as minhas faculdades

E porque a ninguém pretendo causar prejuízo

Neste documento declaro as minhas vontades

A poesia será partilhada como um todo indiviso

Será sempre uma garantia e espaço de liberdades

Se alguém a quiser vender, o preço é um sorriso

Aceitem-na, para combater tiranias e falsidades

Porque na poesia o amor é cada vez mais preciso

Perderá a sua parte quem a usar para maldades

E será excluído deste testamento tão conciso

Quem usar esta herança para criar desigualdades

Capa da colectânea… edição da Câmara Municipal de Ovar

Concorri com este poema, escrito em 2006, ao concurso «Dar voz à poesia» desse ano. Foi seleccionado para publicação e recebi o livro há poucos meses.

Foi a única edição a que concorri, incentivado pelo meu amigo Hélder Ramos, autor com obra poética publicada (livro «Ao pé das palavras» que tive o prazer de prefaciar) e que nesta IV colectânea tem quatro belos poemas.

Apesar deste meu poema não ter sido escrito para crianças, não me pareceu despropositado colocá-lo neste blogue.

Espero que tu, amigo leitor, aceites o meu legado e possas tu também «Dar voz à poesia».

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