Poema para o Dia Mundial da Criança

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AS CRIANÇAS

Sabem mais do que é infindo
E não se perde na noite do sono

Saltam vivas como nuvens que correm
No céu dos sonhos que crescem
Alegres e livres enfim

Nos dias que não trazem medos

E agarram os sóis a duas mãos
Que guardam como segredos

 Hélder Ramos

Este poema, do meu amigo Hélder Ramos, já está publicado neste blogue desde há muito, mas lembrei-me dele, agora que estamos na véspera de mais um Dia Mundial da Criança.

imagem colhida em http://www.loeildelaphotographie.com/fr/2014/03/04/festivals/24364/mumbai-la-fete-de-la-photo
 
 
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Ao pé das palavras – Hélder Ramos

Quando em 2007 o Hélder Ramos publicou o seu livro de poesia Ao pé das palavras deu-me a difícil mas honrosa tarefa de escrever o prefácio. Hoje revisitei o livro e achei que o meu blogue teria uma lacuna grave sem uma referência ao livro do Hélder. Deixo-vos com o prefácio que escrevi na altura e com um poema – Evocação I.

«A poesia é um jogo de espelhos que nos dá uma imagem ora mais fiel, ora mais deformada da personalidade do seu autor. Uma imagem divertida ou mais introvertida, mesmo inquieta, mas sempre plena de ritmo e de vida.

A escrita do Hélder é uma extensão da sua vida profissional – a exigente profissão docente – que desenvolve com uma dedicação e uma sensibilidade de excepção.

Ninguém espere, no entanto, encontrar nesta obra “apenas” o professor de Português. A escrita é também um espaço de liberdade onde o poeta se reinventa, uma vida paralela, recatada, como tão bem o diz Miguel Torga na sua Biografia:

Sonho, mas não parece.

Nem quero que pareça.

É por dentro que eu gosto que aconteça

A minha vida.

Íntima, funda, como um sentimento

De que se tem pudor.

A poesia é, provavelmente, a forma de arte em que o seu autor mais se expõe. É sempre um acto de coragem publicar um livro de poesia, especialmente quando se trata de alguém que tem um percurso de vida já com muitos pontos fortes. Conheço o Hélder há bastantes anos, mas acho que o conheço ainda melhor desde que comecei a ler a sua poesia.

Na família mais chegada do autor quase todos têm um reconhecido jeito para a música. A ele coube-lhe um talento especial para a poesia – a música das palavras. Peço-lhe emprestadas algumas dessas palavras, dum poema – Para lá dos telhados – e transformo-as numa pergunta:

– De onde vem a tua música que ouço e prende ao mundo a alma, que enleva na distância os sentidos?»

Evocação I

Não foi o vento

Que pediu que partisse

Sem destino

.

Nem o mar

Me prendeu

Com os seus brilhos

.

Foi a saudade

Dos teus olhos

Pronta

Em acenos

De ânimo

E mistérios

Sem conta

 
Hélder Ramos, Ao pé das palavras
 
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Um poema de Hélder Ramos

O Hélder Ramos comentou o “caderno de poesia” com este belo poema.

Não resisti a colocá-lo em lugar de maior destaque.

Obrigado amigo, em meu nome e de todos os visitantes destas “Infantilidades”.

.

AS CRIANÇAS

Sabem mais do que é infindo
E não se perde na noite do sono

Saltam vivas como nuvens que correm
No céu dos sonhos que crescem
Alegres e livres enfim

Nos dias que não trazem medos

E agarram os sóis a duas mãos
Que guardam como segredos

Imagem colhida em http://vitrinedabene.blogspot.com


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