Reportagem sobre o lançamento de “Um Olhar…

O Professor Fernando Martins fez uma bela reportagem do lançamento do meu livro “Um Olhar…”. Vi-o a tomar notas no seu bloco e sabia que ia sair uma notícia de qualidade. Quem sabe sabe. Na ocasião pude referir o muito que com ele pude aprender sobre jornalismo, nos anos em que colaborei no jornal Timoneiro e nunca é demais repetir. Foi, para mim, um mestre muito importante.

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João Alberto Roque e Hélder Ramos

Tinha pensado colocar o seu texto também no meu blogue e pedi-lhe autorização, que foi concedida, mas pensando melhor, coloco apenas a ligação ao seu blogue “Pela Positiva” para que os leitores de “infantilidades” possam ir “beber à fonte”.

A foto é do Professor Fernando Martins, num momento da intervenção do professor de português e poeta Hélder Ramos.

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Lançamento de “Um Olhar…”

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Clica na primeira imagem, para ver a sequência da reportagem fotográfica.

Um sentido obrigado a todos os que colaboraram para que tudo corresse tão bem na sessão de lançamento do meu livro: Desde a D. Graça Martinho, cujos dotes culinários sempre adoçam os eventos que organizamos na Biblioteca, à D. Lurdes Ramos, à colega Piedade Gomes (ambas passaram o dia de aniversário dedicadas a este evento), aos alunos que tocaram – Sara Pombo e Diogo Bastos – ou leram poemas – Selene Salavessa e Samanta Bizarro, aos que trataram do som – Rafael Pombares e João Nunes – às colegas a quem pedi para lerem um poema – Ercília Amador, Amélia Pinheiro, Paula Cebola e Eunice Almeida – e a quem agradeço por sempre me incentivarem a prosseguir neste caminho da poesia, à Diretora Eugénia Pinheiro, que sem hesitar aceitou o pedido de que a biblioteca, onde passo tantas horas, servisse de palco a este lançamento, fazendo que me sentisse em casa. À minha filha Cecília que deu a cara pelo livro e esteve a receber os participantes e na venda dos livros, com a colega de turma Mariana Castanheiro. Aos elementos do Coro de que faço parte e ao colega Aníbal Seco que não hesitaram e responderam presente quando os convidei para animar o evento. Por fim, ao amigo Hélder Ramos, que nunca regateia esforços quando lhe peço a colaboração e, neste caso, pedi quer para o prefácio quer para a apresentação.

A reportagem fotográfica é da colega Fátima Viana e a escolha e tratamento das imagens foi feita por mim.

A professora bibliotecária da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, a minha amiga Piedade Gomes, escreveu este texto para o blogue da biblioteca e eu, com a devida vénia, transcrevo-o aqui no meu blogue:

Na noite do dia 28 de setembro, em agradável convívio de amigos, a Biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré acolheu o lançamento do livro “Um olhar…”, de João Alberto Roque. Homem da terra, de formação na área das ciências, o seu gosto e dedicação à escrita já vem de alguns anos. Participou em diversos concursos literários que lhe valeram a obtenção de prémios a nível nacional e além-fronteiras. Tem textos em diversas publicações, quer coletivas, quer individuais. Escreve em resposta a desafios, mas também sobre si e sobre a sua visão do mundo. Começou a escrever por deleite, depois submeteu-se à métrica e às regras do soneto e transformou-as em desafios, disciplinando a sua criatividade.

Este evento constituiu uma celebração à escrita e uma oportunidade para que a comunidade da Gafanha da Nazaré possa refletir sobre a importância da escrita na nossa vida.

Usamo-la como forma de comunicação para nos entendermos. O João usou-a como forma de catarse e reflexão sobre a vida, como ele próprio afirma. Para nós, ele criou com arte, exprimiu ideias e sentimentos com beleza. Deixou-nos metade de uma obra que nos compete completar, seguindo a linha de pensamento do escritor britânico Joseph Conrad “O autor só escreve metade do livro. Da outra metade deve ocupar-se o leitor”. Mas a escrita é acima de tudo um valor civilizacional, uma arma poderosa que permite ao homem compreender melhor o mundo e de transformá-lo, de escolher em consciência e em liberdade, resistindo às pressões e às diversas formas de subjugação e de escravatura do seu tempo.

Piedade Gomes

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Poema para o Dia Mundial da Criança

Imagem

AS CRIANÇAS

Sabem mais do que é infindo
E não se perde na noite do sono

Saltam vivas como nuvens que correm
No céu dos sonhos que crescem
Alegres e livres enfim

Nos dias que não trazem medos

E agarram os sóis a duas mãos
Que guardam como segredos

 Hélder Ramos

Este poema, do meu amigo Hélder Ramos, já está publicado neste blogue desde há muito, mas lembrei-me dele, agora que estamos na véspera de mais um Dia Mundial da Criança.

imagem colhida em http://www.loeildelaphotographie.com/fr/2014/03/04/festivals/24364/mumbai-la-fete-de-la-photo
 
 
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Ao pé das palavras – Hélder Ramos

Quando em 2007 o Hélder Ramos publicou o seu livro de poesia Ao pé das palavras deu-me a difícil mas honrosa tarefa de escrever o prefácio. Hoje revisitei o livro e achei que o meu blogue teria uma lacuna grave sem uma referência ao livro do Hélder. Deixo-vos com o prefácio que escrevi na altura e com um poema – Evocação I.

«A poesia é um jogo de espelhos que nos dá uma imagem ora mais fiel, ora mais deformada da personalidade do seu autor. Uma imagem divertida ou mais introvertida, mesmo inquieta, mas sempre plena de ritmo e de vida.

A escrita do Hélder é uma extensão da sua vida profissional – a exigente profissão docente – que desenvolve com uma dedicação e uma sensibilidade de excepção.

Ninguém espere, no entanto, encontrar nesta obra “apenas” o professor de Português. A escrita é também um espaço de liberdade onde o poeta se reinventa, uma vida paralela, recatada, como tão bem o diz Miguel Torga na sua Biografia:

Sonho, mas não parece.

Nem quero que pareça.

É por dentro que eu gosto que aconteça

A minha vida.

Íntima, funda, como um sentimento

De que se tem pudor.

A poesia é, provavelmente, a forma de arte em que o seu autor mais se expõe. É sempre um acto de coragem publicar um livro de poesia, especialmente quando se trata de alguém que tem um percurso de vida já com muitos pontos fortes. Conheço o Hélder há bastantes anos, mas acho que o conheço ainda melhor desde que comecei a ler a sua poesia.

Na família mais chegada do autor quase todos têm um reconhecido jeito para a música. A ele coube-lhe um talento especial para a poesia – a música das palavras. Peço-lhe emprestadas algumas dessas palavras, dum poema – Para lá dos telhados – e transformo-as numa pergunta:

– De onde vem a tua música que ouço e prende ao mundo a alma, que enleva na distância os sentidos?»

Evocação I

Não foi o vento

Que pediu que partisse

Sem destino

.

Nem o mar

Me prendeu

Com os seus brilhos

.

Foi a saudade

Dos teus olhos

Pronta

Em acenos

De ânimo

E mistérios

Sem conta

 
Hélder Ramos, Ao pé das palavras
 
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Um poema de Hélder Ramos

O Hélder Ramos comentou o “caderno de poesia” com este belo poema.

Não resisti a colocá-lo em lugar de maior destaque.

Obrigado amigo, em meu nome e de todos os visitantes destas “Infantilidades”.

.

AS CRIANÇAS

Sabem mais do que é infindo
E não se perde na noite do sono

Saltam vivas como nuvens que correm
No céu dos sonhos que crescem
Alegres e livres enfim

Nos dias que não trazem medos

E agarram os sóis a duas mãos
Que guardam como segredos

Imagem colhida em http://vitrinedabene.blogspot.com


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