Andam bruxas neste blogue, há muito…

Recordo um texto que está no meu blogue desde 2009 e que é um dos mais lidos.

A bruxa que me inspirou já tem treze anos, mas continua a gostar de pregar uns sustos…

Para ler o texto clica na hiperligação abaixo ou na imagem.

https://infantilidades.wordpress.com/2009/10/31/bruxa-2/

Bruxa

Imagem fabulosa de:
http://www.svenger.de/pages/character/character3D/character3D.html

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Teatro

Inventão 2

No teatro, sobre o palco

Posso ser o que quiser:

.

Uma coroa na cabeça

Logo me transformo em rei

Rei de um reino distante

E que nunca visitei

.

Uma pistola de plástico

E sou um ladrão

Que foge às grades

De uma fingida prisão.

.

Cassetete e chapéu

E sou um polícia

Que desvenda crimes

Com grande perícia.

.

Um leme de barco

Sou um capitão

De um pedaço de madeira

Que está preso ao chão.

.

Ponho uma enxada ao ombro

E sou uma camponesa

Depois mudo de vestido

E já sou uma princesa

.

Faço uma cara de má

Passo a ser uma vilã

E para ser uma ovelha

Visto um casaco de lã

.

Posso ser o que quiser

Mas se a peça acabou

Eu fico muito feliz

De voltar a ser quem sou.

Cecília Roque

 

Este poema da Cecília venceu, no escalão do 3º Ciclo, o Concurso Literário Jovem promovido pela Câmara Municipal de Ílhavo.

 

Foto: dramatização de um texto de Manuel António Pina – “A Arca do Não É” – pela turma do 7.º F da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, na Biblioteca Municipal de Ílhavo, no dia Mundial da Poesia. Cecília era o Inventão.

 

É a segunda vez que a Cecília vence este concurso. Venceu quando estava no 1º Ciclo (4º Ano) com um texto em prosa – Uma  aventura no mar – e agora, que está no 7º Ano, na modalidade de poesia.

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MV  

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Uma aventura no mar

Era uma vez uma pescada, uma tartaruga, um caranguejo e uma estrela-do-mar, que viviam entre algas e rochedos.

Numa manhã de maré-baixa, um peixe que nadava calmamente nas águas profundas do mar acordou a pescada.
– Bom dia, pescada. – disse a tartaruga, à amiga que tinha acabado de acordar.
– Olá, como estás? – inquiriu a pescada.
– Eu estou bem, estive a arrumar a minha casa.
A pescada foi procurar a sua amiga estrela-do-mar. Decidiu então ir a sua casa. Quando lá chegou, bateu à porta e a amiga abriu.
– O que estás a fazer? – perguntou a pescada.
– Estou a enfeitar-me para ficar bonita. – disse ela.
– Oh, estrela-do-mar, tu estás sempre com a mania de querer brilhar.
Entretanto, chegou o caranguejo, excitado.

http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/44283-caranguejo-da-praia.htm

– Vocês nem acreditam no que me aconteceu: eu estava na praia de areia fina banhada pelo mar, quando um rapaz me apanhou e me meteu num balde. Ele queria levar-me, mas eu belisquei-o e saí do balde.

O caranguejo foi para casa, descansar de tantas aventuras que naquela manhã tinha vivido.

A pescada estava a brincar com a estrela-do-mar, quando ouviram alguém a chorar.

Foram ver o que se passava e viram então uma carpa de escamas vermelhas e brilhantes, que chorava tristemente.

Perguntaram à carpa por que razão estava a carpir assim, e ela respondeu:

– Eu choro porque a minha amiga foi pescada por um barco muito grande.

Como a estrela-do-mar e a pescada não tinham mais nada para fazer, quiseram ajudar.

Nadaram até um cais, subiram à superfície, e procuraram o tal barco, até que o avistaram. Era muito grande e branco. Tinha presa uma rede enorme, onde estava a amiga da carpa. Ela estava aflita e tentava libertar-se.

Foram as três tentar romper a rede, até que a pescada teve a ideia de ir chamar o caranguejo.

Nadou até casa do amigo e pediu-lhe ajuda. Ela aceitou e lá foram os dois.

Quando lá chegaram, o caranguejo cortou as redes com as suas tenazes e a carpa conseguiu sair.

As carpas agradeceram-lhes e o caranguejo voltou para casa. A pescada e a estrela-do-mar ficaram cheias de curiosidade e foram a nadar, cada vez até mais longe. Enquanto nadavam distraídas, quase eram pescadas pela rede do tal barco grande, se um peixe que estava a passar não as tivesse avisado.

– Ai, quase ias sendo pescada! – disse a estrela-do-mar.

– Mas, estrela-do-mar, eu já sou pescada. – disse ela confusa.

Assustadas, nadaram rapidamente até ao lugar onde moravam, entraram em casa e foram dormir.

No dia seguinte, o caranguejo acordou bem cedo e foi para a praia. Esta estava deserta e ele deixou-se ficar deitado a aproveitar o sol e o calor. Ficou por lá durante um bocado até que acabou por adormecer.

Entretanto, não muito longe dali, a estrela-do-mar que já tinha acordado estava a nadar no mar, já depois de se ter enfeitado. Nadava a grande velocidade e contornava rapidamente as rochas e rochitas que por lá havia.

A certa altura viu as suas duas amigas carpas que vinham avisá-las, a ela e à pescada, que o seu cardume tinha decidido ir embora.

A estrela-do-mar foi chamar a dorminhoca da pescada que ressonava levemente, deitada na cama.

Ela acordou e disse-lhe o que se passava. A pescada ficou muito triste.

A pescada quis ir despedir-se da Carpa, preparou-se e nadou até lá.

Quando a pescada lá chegou perguntou-lhe por que é que ela ia embora e a carpa disse que no sítio onde viviam havia muitos pescadores e elas não queriam ser pescadas.

A tartaruga estava a chegar de um passeio na praia e contou as novidades:

– Fui à praia para por ovos mas estava lá muita gente.

– E qual é problema? – perguntou a estrela-do-mar.

– Não quero que os meus ovos acabem numa omelete.

– E o que é que vais fazer? Não me digas que também te vais embora. – disse a pescada, preocupada

– Tenho que encontrar uma praia deserta.

– Falaram-me de uma aqui perto. Foi o caranguejo que depois de uma aventura arriscada resolver procurar um sítio mais calmo. – afirmou a estrela-do-mar.

– Por falar no caranguejo, aí está ele. – informou a tartaruga.

– Ouvi a vossa conversa… há uma praia pequenina entre arribas onde se pode dormir descansado sem ninguém vir incomodar. Eu depois digo-te onde é.

E assim os quatro amigos – a pescada, a tartaruga, o caranguejo e a estrela-do-mar – continuaram juntos e felizes entre algas e rochedos.

Cecília Roque

Como o pai anda com pouco tempo para escrever e alguma falta de inspiração, escreveram os filhos… e ambos ganharam (nos respectivos escalões – a Cecília no 1º Ciclo e o David no 3º ) o X Concurso Literário Jovem, organizado pela Câmara Municipal de Ílhavo.

Este texto é o da Cecília. A minha filha passou de personagem das minhas histórias… a autora das suas. 

Ganhou o primeiro prémio e espero que tome o gosto da escrita. Da leitura já tem… Eu que acompanho o seu percurso, sei que houve aqui influência dos “Contos da Mata dos Medos” do Álvaro de Magalhães, um livro que ela tinha lido há pouco. 

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A Primavera

Flor1

Um trabalho de casa que a professora mandou à minha pequenita deu nisto… Pediu-me ajuda. Aliás, disse-me que os pais tinham de ajudar. Seria mesmo?

Deixo-vos então com um poema escrito a quatro mãos e duas cabeças (que pensam melhor do que uma)… Ou seis mãos e três cabeças (melhor ainda) já que a professora também deu importante colaboração ao sugerir quatro temas – água, árvore, poesia e Primavera. E foi em torno dessas quatro palavras – com direito a entrada directa – que fizemos o poema. A Cecília escolheu como título:

…….

A Primavera

Na Primavera inventei

Uma flor de poesia

Da árvore que reguei

Com água da fantasia

.

Árvore que floresceu

Depois de longa espera

Quando o sol apareceu

Num sonho de Primavera.

.

Cecília Roque e João Alberto Roque

Imagem retirada de imagensdeposito. com/papel%20de%20parede/36182/sorriso+de+flor.html

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