Ao meu jornal diário

Hoje deparei-me com este poema escrito em 2002 e lembrei-me de que terá sido um dos primeiros que publiquei (num jornal escolar) desde que recomecei, já adulto, a escrever poesia. É engraçado como na altura fiz rimar “páginas” com “chacinas” e “dia” com “tragédia”. Hoje sei que é um disparate, embora não seja uma “tragédia”. Na altura passou-me… julgo que já saberia que aquelas palavras não rimam. Quanto à mensagem… permanece atual.

ler_jornais_01

Ao meu jornal diário

 

Caro jornal matutino,

sou forçado a protestar

que o mundo perdeu o tino

e me está a arrastar.

 

Como hei de ter um bom dia

se ao folhear tuas páginas

na primeira há tragédia

no meio roubos, chacinas.

 

Na última fome e guerra…

Deixa que te pergunte isto:

nada há de bom na Terra

que mereça um registo?

 

Não me relates horrores,

fala-me antes de paz,

de descobertas, de amores,

fala do bem que se faz.

 

Espero isso para breve

e não é pedir demais!

Se não mudares faço greve:

não torno a ler jornais.

João Alberto Roque

Muito do que sei de jornalismo, aprendi com alguém que escreve “Pela Positiva” – o meu amigo professor Fernando Martins – e fui, certamente, influenciado pela sua postura perante a vida.

Imagem colhida em: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=338

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

trabalho infantil 2 Folha em branco Ondas da memória 2 Coração 2  Sophia b 

ou ir para o início.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: