António Ramos Rosa

Não posso adiar o amor

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Não posso adiar o amor para outro século

Não posso

Ainda que o grito sufoque na garganta

Ainda que o ódio estale e crepite e arda

Sob montanhas cinzentas

E montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço

Que é uma arma de dois gumes

Amor e ódio

Não posso adiar

Ainda que a noite pese séculos sobre as costas

E a aurora indecisa demore

Não posso adiar para outro século a minha vida

Nem o meu amor

Nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

.

António Ramos Rosa faleceu hoje ao início da tarde.

Soube através do “Público”

http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-antonio-ramos-rosa-1606787

Portugal ficou mais pobre.

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