António Ramos Rosa

Não posso adiar o amor

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Não posso adiar o amor para outro século

Não posso

Ainda que o grito sufoque na garganta

Ainda que o ódio estale e crepite e arda

Sob montanhas cinzentas

E montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço

Que é uma arma de dois gumes

Amor e ódio

Não posso adiar

Ainda que a noite pese séculos sobre as costas

E a aurora indecisa demore

Não posso adiar para outro século a minha vida

Nem o meu amor

Nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

.

António Ramos Rosa faleceu hoje ao início da tarde.

Soube através do “Público”

http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-antonio-ramos-rosa-1606787

Portugal ficou mais pobre.

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

Receitada pelo médico      Prémio Literário Hernâni Cidade

ou ir para o início.

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2 Respostas

  1. Venho de publicar o mesmo poema sem ter visto que também tu o tinhas publicado ! Que coincidência ! Não sabia do seu falecimento, que esteja em paz.

  2. Publiquei, a meio da tarde do dia 23, quando li no jornal que ele tinha falecido.
    Lembrei.me imediatamente deste poema por ser o mais conhecido.
    Eu continuo a ler o que vais colocando no teu blogue.
    Além da coincidência, achei curiosa também a forma como começas o teu comentário: “Venho de publicar” tem nítida influência do Francês, o que no teu caso é mais do que natural. Eu diria “Acabei de publicar” ou “Acabo de publicar”.
    Continuação de boas escritas…

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