Marcha da Gafanha da Nazaré 2015

Bombeiros Voluntários de Ílhavo

Marcha 2015

Uma justa homenagem aos Bombeiros Voluntários

Grata pela vossa coragem, pelos gestos solidários,

Pela amizade até… não vos podia esquecer!

Gafanha da Nazaré… aqui está para agradecer.

 

E agora que constroem, pra servir, um quartel novo

É bem certo que merecem o apoio de todo o povo

Se não regateiam esforços na hora de ajudar

Temos de estar do seu lado quando estão a precisar

 

Se pelos santos populares andamos na reinação

Há, para nossa segurança, bombeiros em prontidão

São cem homens e mulheres e outros mais hão de vir

E já cento e vinte e dois os anos a nos servir.

 

Marcham em trajes de gala, capacetes e machados

Ou vêm prestar socorro, quando estamos precisados

Sempre prontos a ajudar e não olham à distância

Com a sirene a tocar vem veloz a ambulância.

 

De agulheta e mangueira enfrentam fogo e calor

São verdadeiros heróis… nem sempre lhes dão valor

Disponíveis para aprender, em constante formação,

Para melhor nos servirem… São dignos de gratidão.

Como a primeira apresentação das marchas, prevista para o dia 13 de junho na cidade da Gafanha da Nazaré, foi adiada devido ao mau tempo (para dia 28) ontem saímos à rua na nossa Praia da Barra.

A letra foi, mais uma vez, escrita por mim. A ideia para o tema partiu da Helena Semião (Lela), que é a responsável geral e que além de coordenar tudo, faz a coreografia e idealiza os trajes, entre muitas outras tarefas. Uma “Pestinha” com uma energia inesgotável.

Este ano andei demasiado ocupado e não consegui disponibilizar-me para grandes ajudas. Merece destaque o Rogério Estrói, pela enorme disponibilidade para a concretização dos arcos e adereços. Um agradecimento também para todos os restantes colaboradores e marchantes que de forma graciosa deram o seu tempo para manter a Gafanha da Nazaré a marchar no bom sentido.

Vídeo da apresentação na Praia da Barra – Gafanha da Nazaré

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Alice e o Chá de letras

Alice Vieira

Alice Vieira tem estado em destaque nas bibliotecas escolares do Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré e do resto do concelho. Resolvemos realizar, na Biblioteca, mais uma sessão da atividade “Chá com Letras, com os alunos do 8º Ano, dedicada à escritora. As minhas colegas bibliotecárias desafiaram-me a escrever um texto em que usasse alguns dos títulos das obras de Alice Vieira. Apesar de andar cheio de testes e relatórios para corrigir, esta tarefa tornou-se a única em que era capaz de pensar e resultou nos dois textos que se seguem. Diverti-me a escrevê-los… espero que gostem de os ler. Destacados (a negrito e itálico) estão os títulos das obras de Alice Vieira.

 I

Alice tem muita imaginação e inventou um país de maravilhas. Vejam lá onde eu vim cair:

Tudo começou com a Rosa, Minha Irmã Rosa, que em 1979 acompanhou Paulina ao Piano. A música era algo de extraordinário e Eu Bem Vi Nascer o Sol n’ Os Olhos de Ana Marta, A Bela Moura, quando conheceu Fábio O Lindo. Desde O Tempo da Promessa, tornaram-se As Árvores que Ninguém Separa.

Continuei a Viagem à Roda do meu Nome pel’As Mãos de Lam Seng e conheci Macau: da Lenda à História cheia de Graças e Desgraças na Corte de El Rei Tadinho.

A Vida nas Palavras de Inês Tavares estava complicada para Este Rei que eu Escolhi. Precisava mesmo de encontrar A Espada do Rei Afonso. Os Profetas, sem grande sucesso, diga-se em abono da verdade, tentavam desvendar A Adivinha do Rei para encontrar A Arca do Tesouro. As Três Fiandeiras munidas de Fita, Pente e Espelho tentavam ajudar. Marcada com A fita cor-de-rosa, Úrsula, a Maior, que ainda conhecera Leandro, Rei de Helíria, lia-me um dos Contos de Grimm Para Meninos Valentes, mas havia Um Ladrão debaixo da Cama. Fugi até ao Promontório da Lua sobre o Tejo e lá encontrei um fulano, com o Caderno de Agosto debaixo do braço e o ar de quem é dono disto tudo. Queria vender-me As Moedas de Ouro de Pinto Pintão, mas eu desconversei… Disse que queria mesmo era a lua. Respondeu-me, de imediato, com ar sério:

– A lua não está à venda, mas posso vender-lhe Os anéis do diabo. Imagina os poderes que terias.

Respondi-lhe que estava farto de Manhas e patranhas, ovos e castanhas.

Como percebeu que eu não estava interessado, esfumou-se e só vi, de relance, Dois Corpos Tombando na Água. Uma voz do fundo das águas disse que não devia brincar com coisas sérias. Só então percebi que tinha estado a falar com O Filho do Demónio.

Assustado, ouvi Um Estranho Barulho de Asas e reparei que estava ali O Pássaro Verde. Parecia triste e contou-me O Que Dói às Aves. Entre tantas Expressões com História, percebi finalmente O que Sabem os Pássaros e pude assim resolver a Charada da bicharada. Depois despediu-se dizendo: Se Perguntarem por mim, Digam que Voei.

Eu, como não voo, corri. Às Dez a Porta Fecha e eu não podia atrasar-me. Tinha Meia Hora Para Mudar a Minha Vida. Se escapar desta, vou passar apenas a Viajar nos livros.

II

Alice conhece bem a nossa região pois a Costa Nova – onde costuma ficar no Lote 12 – 2º Frente – é a sua preferida entre as Praias de Portugal para apreciar as Águas de Verão, enquanto toma uma Bica Escaldada e um Chocolate à Chuva.

Se virem Um Fio de Fumo nos Confins do Mar é bem possível que seja a Alice a cozinhar. Tanto faz Pezinhos de Coentrada como um Livro com Cheiro a Chocolate, ou a Baunilha, a Morango, a Caramelo, a Canela, a Banana. Tudo…

Foi ela que cozinhou a famosa Flor de Mel para O Casamento da Minha Mãe.

Quando se junta com os amigos, a coisa sai Picante – Histórias Que Ardem na Boca e que não são para todos. Mas aproveitem… É O Que se Leva Desta Vida.

Ela sabe até De que são Feitos os Sonhos… E tu, já descobriste A Que Sabe Esta História?

Imagem colhida em http://www.publico.pt

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Dois poemas de Fernando Pinto do Amaral

Fernando Pinto do Amaral na ESGN

Arte Poética

 

 

Palavras,

só palavras, nada mais

que a vã matéria, o seu sentido

eco de muitos ecos, repetido

reflexo de poderes tão irreais

 

como essas emoções graças às quais

terei de vez em quando pretendido

dizer um só segredo a um só ouvido

ciente de que nunca são iguais

 

os segredos e ouvidos que procuro

às cegas neste mar sempre obscuro

onde a voz desagua como um rio

 

sem nascente nem foz – apenas uma

incerta confidencia que se esfuma

e só foi minha enquanto me fugiu.

 

Fronteira

 

 

É doce

a tentação do labirinto

assim que o sono chega e se propaga

ao contorno das coisas. mal as sinto

quando confundo a onda sempre vaga

 

deste falso cansaço que regressa

ao som da minha estranha e dócil fala

cada vez mais submersa como essa

pequena luz da rua que resvala

 

plo interior da noite. É quase um sonho

A respirar lá fora enquanto o quarto

se dilui na fronteira que transponho

e afoga a consciência de onde parto

 

agora sem direito nem avesso

no incerto momento em que adormeço.

 

Fernando Pinto do Amaral

.

Fernando Pinto do Amaral estará hoje na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré para falar com os alunos do 12º Ano.

Uma razão tão boa como outra qualquer para vos deixar com dois dos seus belos poemas.

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Marcha da Gafanha da Nazaré 2014

Janela Marcha

A Serenata

M

De onde vem esta tocata

Que escuto com agrado?

Oh, que linda serenata

Que me faz meu namorado.

H

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vem ouvir esta canção

Que te quero dedicar

 

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

M

A voz sai-lhe da garganta

Tão rica de emoção

Porque o meu amor me canta

Como é da tradição.

M

É só ao som da guitarra

Que eleva a sua voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Prá cadência da canção

Nem precisa de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

H

É só ao som da guitarra

Que elevo a minha voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vou ouvir esta canção

Que tu me vens dedicar

H

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

H

Prá cadência da canção

Nem preciso de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

 T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

Não tendo o dom da ubiquidade, não consegui participar na primeira apresentação da Marchas Populares, que decorre na Gafanha da Nazaré.  Deixo-vos com a letra da mesma, que mais uma vez, tive o gosto de escrever.

A música é da autoria de Daniel José Fonseca. A coreografia e a coordenação geral cabem à Helena Semião.

 

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 O Moliceiro – Marcha da Gafanha da Nazaré

Mar moliceiro

Marcha da Gafanha da Nazaré – 2013

Coreografia – Helena Semião (Lela)

Música – Carla Lourenço Teixeira

Letra – João Alberto Roque

.

O Moliceiro

.

Nobre, pelas calmas águas da ria,

Com o seu porte altivo e sobranceiro,

Nas horas de trabalho ou de folia,

Desliza o nosso barco… o moliceiro.

.

Trabalhámos todo o dia

Na apanha do moliço

Nos fundos baixos da Ria

E é duro o serviço,

A bordo do moliceiro,

Deste barco sem igual.

Temos o rosto trigueiro,

Curtido de sol e sal.

.

Gracioso, o moliceiro,

É veloz a navegar,

Vence o vento e a maré.

Há que ser sempre o primeiro,

No nosso regresso ao lar…

Gafanha da Nazaré.

.

Co’as nossas melhores farpelas

Nós vamos em procissão

E nas mãos levamos velas

Que afastam a escuridão.

Retemperar energias,

Desfrutar bem o que resta

Que esta vida são dois dias…

Sempre prontos para a festa.

.

Que nos leve um bom vento

Ao S. Paio da Torreira

Pois gozamos o evento

Em amena cavaqueira

Que a festa é concorrida,

Tanto amigo e vizinho,

E nunca falte a comida

Regada com um bom vinho.

.

Vamos pelas águas da Ria

À Senhora da Saúde

Com muita fé e alegria

A pedir que nos ajude

E o que lhe pedem os crentes

Com cânticos e orações

É que cure os doentes

De maleitas e aflições.

.

S. Jacinto ali tão perto

E os foguetes a chamar.

A esta festa, decerto.

Ninguém podia faltar.

E assim lá vai a malta

À Senhora das Areias

Quando a noite já vai alta

Regressa à luz de candeias.

.

Senhora da Nazaré

Somos os anfitriões

Para a festa vamos a pé

Receber as multidões

Senhora dos Navegantes,

Com muita cor e alegria.

Espantam-se os visitantes

Com a procissão na ria.

.

Pelos santos populares

Nós saltamos as fogueiras.

Andam balões pelos ares

Esquecemos as canseiras.

Santo António, S. João

E o S. Pedro a fechar…

Para lá da devoção

É tempo de festejar.

.

Na proa do moliceiro,

Há desenhos coloridos

E frases, em tom brejeiro,

Cheias de duplos sentidos…

Deslizando pelo esteiro

Voltamos a ser petizes…

A bordo do moliceiro,

Nós já fomos tão felizes.

.

Além de ser o autor da letra fui também um dos marchantes…  A apresentação na nossa cidade, apesar de alguns erros que esperamos corrigir até à próxima apresentação, mereceu o aplauso e o entusiasmo do muito público presente.

Esperamos por vós no dia 21, de novo na nossa freguesia (na Praia da Barra, perto do Farol) e no dia 22 no Pavilhão Adriano Nordeste, em S. Salvador.

Acrescentei mais tarde, o vídeo da última apresentação.

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A imagem que acompanha o texto foi colhida em: 

http://www.prof2000.pt/users/avcultur/rotaveiro/Imagens/Moliceiro01.jpg

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