Marcha da Gafanha da Nazaré 2014

Janela Marcha

A Serenata

M

De onde vem esta tocata

Que escuto com agrado?

Oh, que linda serenata

Que me faz meu namorado.

H

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vem ouvir esta canção

Que te quero dedicar

 

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

M

A voz sai-lhe da garganta

Tão rica de emoção

Porque o meu amor me canta

Como é da tradição.

M

É só ao som da guitarra

Que eleva a sua voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Prá cadência da canção

Nem precisa de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

H

É só ao som da guitarra

Que elevo a minha voz

Mais parece uma fanfarra

Aqui a tocar para nós.

M

Refrão:     Com janela e coração

Abertos de par em par

Vou ouvir esta canção

Que tu me vens dedicar

H

Vem pois à janela

Quero ver-te nela

Quero vê-la abrindo…

 

E vem à varanda

Trazer-me uma prenda:

Um sorriso lindo.

H

Prá cadência da canção

Nem preciso de tambor

Basta ouvir meu coração

Bate ao ritmo do amor…

T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

 T

Pelos Santos populares

– Linda tradição já é –

Faz ouvir os teus cantares,

Gafanha da Nazaré.

Não tendo o dom da ubiquidade, não consegui participar na primeira apresentação da Marchas Populares, que decorre na Gafanha da Nazaré.  Deixo-vos com a letra da mesma, que mais uma vez, tive o gosto de escrever.

A música é da autoria de Daniel José Fonseca. A coreografia e a coordenação geral cabem à Helena Semião.

 

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moliceiro 2     Receitada pelo médico  Teatro Prémio Literário Hernâni Cidade 

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Diz “sim à vida” – Festival da Canção Vida

Participei  na edição deste ano do Festival da Canção Vida, uma organização do Grupo de Jovens A Tulha. 

O espetáculo, que além das 12 canções concorrentes teve a participação especial de Carlos Nobre (Pacman), decorreu no Centro Cultural de Ílhavo e foi um evento de preparado ao pormenor, só possível para um festival que já vai na 13ª edição.

No palco a dar a cara, a voz e os dotes musicais pela canção Diz “sim à vida” estiveram a Beatriz Vilarinho, o Miguel Gandarinho e o Humberto Ribau. A letra foi escrita por mim e a música partilhada entre mim e o Miguel. Foi uma participação digna. Ganhámos experiência… ou seja, da próxima faremos melhor.
Vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=6glSJ4dabX4&feature=youtu.be

 

Diz sim à vida

Diz “sim à vida”

.

Se quando olhas para trás

Gostas das marcas no teu trilho

Mantém-te firme, não vaciles

Empresta ao mundo o teu brilho

 

Diz “sim à vida”, com confiança

“Sim” decidido, um “sim” forte

Vive a tua vida em liberdade

E nunca brinques com a sorte

 

Não vás atrás de certas modas

Preserva a tua identidade

Diz sempre não às dependências

Defende a tua liberdade

.

Vê se aprendes com os erros

De preferência os alheios

Que tu já viste tanta gente

Perder-se em seus devaneios

 

Se te deixaste já prender

Põe tua mão na consciência

Convoca as forças que há em ti

Restaura a tua independência.

Diz “sim à vida”

João Alberto Roque

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Marcha do Moliceiro - 2013  Cravo      

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25 de Abril – a revolução dos cravos

Marcha da Gafanha da Nazaré – 2012

Imagem

25 de Abril – a revolução dos cravos

Refrão 1:

Nasceu tão bela e tão frágil

A nossa democracia

Recordemos esse dia

O vinte e cinco de Abril.

.

Vieram os militares

Garbosos nas suas fardas

E o povo aos milhares

Sem medo das espingardas

 

E os cravos se tornaram

Símbolos da revolução

Nesse dia terminaram

Os tempos de repressão.

 

E o povo saiu à rua…

.   

Refrão 2: 

.    

E o povo sai à rua também

Pelo santo António,

Pelo São João

E pelo São Pedro…

Em alegre devoção

Celebrando os seus santos populares

Dias de alegria,

São dias de fé

Vamos a marchar…

Gafanha da Nazaré

.

(Refrão 1)

.

Findou uma noite escura…

Em revolução serena,

Acabou a ditadura

O povo é quem mais ordena.

  

Abril abriu as janelas

E as portas à claridade

E a vida entrou por elas,

Em paz e em liberdade.

E o povo saiu à rua…

.

(Refrão 2  Refrão 1) 

.

 Na revolução de um povo

Que ansiava a liberdade,

Abril foi um tempo novo

De paz e fraternidade.

 

E nas vozes há cantigas

Que alegram novos e velhos

E das mãos das raparigas

Voam os cravos vermelhos.

 

E o povo saiu à rua…

.

(Refrão 2 )

A Lela, responsável do grupo de dança Pestinhas, que organiza a Marcha da Gafanha da Nazaré deu-me o tema e pediu-me que além do tema colocasse uma referência à Gafanha da Nazaré e aos Santos Populares, o que torna o desafio mais difícil.

A autora da música – Carla Lourenço Teixeira- fez um bom trabalho, que ainda me continua nos ouvidos. Eu também lhe compliquei, propositadamente, a vida com dois refrões com métricas diferentes, porque sabia que isso torna a música mais variada e mais rica.

Nunca hei-de perceber os critérios com que fomos avaliados. Fomos castigados porque fomos demasiado realistas, com a utilização muito digna de símbolos, mas que não caíram bem no júri.

Vídeo de uma apresentação no Jardim 31 de Agosto, na Gafanha da Nazaré.

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 O Moliceiro – Marcha da Gafanha da Nazaré

Mar moliceiro

Marcha da Gafanha da Nazaré – 2013

Coreografia – Helena Semião (Lela)

Música – Carla Lourenço Teixeira

Letra – João Alberto Roque

.

O Moliceiro

.

Nobre, pelas calmas águas da ria,

Com o seu porte altivo e sobranceiro,

Nas horas de trabalho ou de folia,

Desliza o nosso barco… o moliceiro.

.

Trabalhámos todo o dia

Na apanha do moliço

Nos fundos baixos da Ria

E é duro o serviço,

A bordo do moliceiro,

Deste barco sem igual.

Temos o rosto trigueiro,

Curtido de sol e sal.

.

Gracioso, o moliceiro,

É veloz a navegar,

Vence o vento e a maré.

Há que ser sempre o primeiro,

No nosso regresso ao lar…

Gafanha da Nazaré.

.

Co’as nossas melhores farpelas

Nós vamos em procissão

E nas mãos levamos velas

Que afastam a escuridão.

Retemperar energias,

Desfrutar bem o que resta

Que esta vida são dois dias…

Sempre prontos para a festa.

.

Que nos leve um bom vento

Ao S. Paio da Torreira

Pois gozamos o evento

Em amena cavaqueira

Que a festa é concorrida,

Tanto amigo e vizinho,

E nunca falte a comida

Regada com um bom vinho.

.

Vamos pelas águas da Ria

À Senhora da Saúde

Com muita fé e alegria

A pedir que nos ajude

E o que lhe pedem os crentes

Com cânticos e orações

É que cure os doentes

De maleitas e aflições.

.

S. Jacinto ali tão perto

E os foguetes a chamar.

A esta festa, decerto.

Ninguém podia faltar.

E assim lá vai a malta

À Senhora das Areias

Quando a noite já vai alta

Regressa à luz de candeias.

.

Senhora da Nazaré

Somos os anfitriões

Para a festa vamos a pé

Receber as multidões

Senhora dos Navegantes,

Com muita cor e alegria.

Espantam-se os visitantes

Com a procissão na ria.

.

Pelos santos populares

Nós saltamos as fogueiras.

Andam balões pelos ares

Esquecemos as canseiras.

Santo António, S. João

E o S. Pedro a fechar…

Para lá da devoção

É tempo de festejar.

.

Na proa do moliceiro,

Há desenhos coloridos

E frases, em tom brejeiro,

Cheias de duplos sentidos…

Deslizando pelo esteiro

Voltamos a ser petizes…

A bordo do moliceiro,

Nós já fomos tão felizes.

.

Além de ser o autor da letra fui também um dos marchantes…  A apresentação na nossa cidade, apesar de alguns erros que esperamos corrigir até à próxima apresentação, mereceu o aplauso e o entusiasmo do muito público presente.

Esperamos por vós no dia 21, de novo na nossa freguesia (na Praia da Barra, perto do Farol) e no dia 22 no Pavilhão Adriano Nordeste, em S. Salvador.

Acrescentei mais tarde, o vídeo da última apresentação.

.

A imagem que acompanha o texto foi colhida em: 

http://www.prof2000.pt/users/avcultur/rotaveiro/Imagens/Moliceiro01.jpg

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A canção da bicharada

Na sequência do texto anterior, também este foi feito para a ópera infantil baseada no meu livro “Pirilampo e os deveres da escola” e como expliquei no post anterior, perdeu-se na rede…

Apenas mantive parte do título da proposta inicial e que acabou por ser a apresentada em público.

Espero que gostes.

Imagem retirada de  http://www.baixakijogos.com.br/wii/animal-crossing-city-folk/previa/3347.html


Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez:


A vaca dá leite branco

Ó que grande disparate…

Sabe bem que eu prefiro

Com sabor a chocolate.


O coelho é desconfiado

E que bem que ele ouve…

Adora trincar cenouras

E umas folhinhas de couve.


O gato faz companhia,

brincadeiras divertidas.

Sobe a muros e telhados

Pensa que tem sete vidas…


Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez:

O galo no seu poleiro

Canta alto e bom som

Acordando a bicharada

Sem nunca fugir do tom.

A galinha poedeira

Põe o ovo no seu ninho

Para depois o chocar

E nascer um pintainho.

Da raposa não se gosta

Na escola e nos galinheiros

Mas apenas na floresta

Entre urzes e pinheiros.

Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez:


O leão, na selva, é rei

Dá rugidos de tremer

E quem o vê mais por perto

Foge logo, a correr.


O elefante é trombudo

com a mania de meter

A sua tromba em tudo

E nunca mais esquecer.

A girafa é só pescoço!

Tem altura e nada mais

Mas olha sempre de cima

Para os outros animais.

Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez


A borboleta esvoaça

Entre as ervas e as flores

Está a mostrar, vaidosa,

As asas de lindas cores.


A formiga trabalhava

Não gostava de cantar

Aprendeu com a cigarra

Passa a vida a assobiar.


O mosquito toda a noite

Vem zumbir-me ao ouvido

E não me deixa dormir…

É um bichinho atrevido.


Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez


O canário está alegre

Na sua farda amarela

Canta sempre e encanta

Com a sua voz tão bela


A coruja pia triste

Mas nunca perde o pio

Sem bela voz não desiste

De cantar ao desafio


Devia saber o mocho

Que a noite é para dormir

E o dia, enquanto há sol,

É para brincar, para rir…

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Canção de embalar

O gatinho

Dorme, meu menino! Dorme! Dorme bem

Sonha com o gatinho. Miau, miau, miau, miau.

Ele é tão fofinho e amigo também.

E mia, meiguinho: miau, miau, miau, miau.

Tem um bom soninho! Dorme! Dorme bem

Se a luz do sol finda não é para assustar-te…

Há mil pirilampos que, à noite, acendem

A sua luz tão linda, só para iluminar-te.

Dorme, meu menino! Dorme! Dorme bem

Sozinho não ficas, eu estarei contigo.

Se queres sonhos lindos, tens de dormir bem

E depois já brincas com o teu novo amigo.


Fiz este texto e outros como sugestão de alteração aos textos usados na ópera infantil que teve como ponto de partida o meu livro “Pirilampo e os deveres da escola”, levada à cena pelo Coro dos Pequenos Cantores da Trofa. Na troca de mensagens de correio electrónico as minhas sugestões perderam-se e não chegaram ao destinatário pelo que não foram utilizados nesse trabalho e apenas agora são dados a conhecer. Um texto para uma canção de embalar que nunca chegou a casar com a respectiva música.

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A orquestra


Oh que orquestra tão sinfónica

Cada qual é para o que é…

O Noé toca oboé

E a Mónica, harmónica.


Dona Fausta toca flauta

A Ivone, saxofone

A Simone, no trombone

E nem olha para a pauta


Nunca nada lhes sai mal

Faria toca bateria

A Sofia assobia

Que a orquestra é especial


João toca acordeão

Catarina, concertina

Marina toca ocarina

Com excelente actuação.

Bandarra toca guitarra

para animar os vizinhos

E eu cá toco ferrinhos…

Nós gostamos é de farra


O Silvino toca o sino

Bernardete, clarinete

Elisabete, trompete

Justino toca violino


E tudo soa tão belo

A Lola toca viola

Como aprendeu na escola

O Marcelo, violoncelo


O Albano no piano…

Mas para tudo andar “presto”,

O Ernesto é o maestro…

E há festa todo o ano!

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