Sem ti

 

Não posso viver sem ti!

A constatação não é de agora…

Nem sei porque demorei tanto a confessá-lo num poema.

 

Infelizmente nem sempre te tenho por perto, como desejaria,

e quanto mais tempo passo sem ti

mais sinto a tua falta,

mais sinto a urgência de me beijares nos lábios,

pura

e me fazeres reviver.

 

Quando te ofereces em abundância

Dispo-me de tudo

E mergulho em ti, até ficar sem ar.

Abro os braços, como asas, e voo calma, pausadamente,

Vencendo a gravidade.

Só mesmo no teu seio poderia viver

esta inimitável sensação de leveza, de imponderabilidade.

 

O teu toque na minha pele é estimulante…

Por mim deixava-me ficar para sempre.

Despeço-me num arrepio e na certeza

De que não estarei longe de ti por muito tempo.

 

Só de pensar em ti,apeteces-me!

O que vale é que não estás longe

E basta-me pedir que te tragam até mim:

– Olhe, faz favor, traz-me um copo de água?

Diving

Um poema para o dia 22 de março, Dia da Água. Um daqueles que exige uma segunda leitura, depois do anti-clímax do final do poema.

Os meus dias precisavam de ter 25 horas para não me atrasar nas datas.

Imagem “pescada” em http://mpora.com/outsiders/ed-leigh-swearing-giant-balls-best-moments-action-sports-commentary

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