Super-História

Era uma vez um jovem super-herói chamado Super-Homem, que era filho da Capuchinho-Vermelho.

Um dia a Capuchinho-Vermelho disse-lhe:

– Vai entregar este cesto cheio de comida à Avó que vive no outro lado do mundo, no Bosque dos Cem Acres.

http://coucounette.no.sapo.pt/cem_acres.htm

Ele era malcriado, pelo que retorquiu:

– Não quero, mãe! É uma super-seca com S maiúsculo!

A mãe ralhou:

– Ou vais ou eu dou-te um super-castigo!

– Às vezes dá vontade de atirar a minha mãe para o Sol – resmungou ele, já a caminho.

Estava a meio do voo, quando sentiu uma necessidade inadiável, por isso aterrou de emergência no sítio onde se encontrava.

Quando olhou à volta, avistou um gigantesco palácio, e, como também tinha fome, entrou.

Estava tudo muito silencioso. Subiu as primeiras escadas que encontrou e quando acabou de as subir, coisa que demorou muito tempo, viu um quarto onde estava deitada na cama uma rapariga a dormir. Já sem paciência, berrou:

– Está aí alguém?!

– Quem és tu? – perguntou-lhe a rapariga que tinha acordado.

– Sou o Super-homem! E tu quem és?

– Sou a Bela-Acordada.

Ouviram-se barulhos na escada e entrou no quarto um estranho que se apresentou:

– Sou o Príncipe da história e vim acordar a Bela-Adormecida do seu sono.

– É tarde de mais, por isso vai chatear outro! – disse o Super Homem que deu um murro na cara do Príncipe chato que o deixou a ver estrelinhas.

Quando se preparava para partir, a Bela Acordada pediu-lhe para a levar consigo. O Super-homem recusou, mas como ela insistiu, ele não teve outra opção senão aceitar.

Algumas horas depois, chegaram ao destino: o Bosque dos Cem Acres. Antes do Bosque havia uma praia onde se podiam ver caranguejos a passear no chão ou gaivotas à procura de almoço. Bem perto, o Nemo e a Pequena Sereia brincavam nas ondas.

De repente apareceu-lhes pela frente um estranho urso amarelo com camisola vermelha que lhes perguntou:

– Viram os meus amigos?

– Não, por isso desaparece daqui! Nem sequer sabemos quem tu és! – respondeu o Super-Homem .

– Eu sou o Winnie the Pooh.

– Quero lá saber!

Começaram a andar em direcção à casa da Avó do Super-Homem sempre seguidos pelo Pooh, que não os largava.

– Tu não te vais embora? – perguntou a Bela Acordada .

– Vocês podem ser os meus novos amigos. – disse o Pooh .

Como ele não ia, eles decidiram simplesmente ignorá-lo.

A certa altura, ouviram um barulho nos arbustos e deles saiu um lobo. Para grande espanto deles, começou a falar:

– Olá eu sou o Lobo Mau e …

– Não tenho mais paciência ou tempo para bichos irritantes como tu, por isso vai‑te catar!

Dito isso, pegou no Lobo, deu-lhe três voltas e atirou-o para longe.

Pouco depois, chegaram à casa da Avó do Super-Homem. Então entraram e viram deitado em cima da cama o Lobo Mau, vestido de Avó. O Super-Homem perguntou-lhe:

– Achas que sou idiota? – e deu ao Lobo um chuto no rabiosque que o mandou directo para a Atlântida.

Ouviram-se uns barulhos no armário. Quando foram verificar, viram que dentro do armário estava a Avó, os amigos do Pooh, o Godzilla e o Noddy.

Depois, o Super-Homem e a Bela Acordada casaram e viveram felizes para sempre. Tiveram três filhos: o Pinóquio, a Branca de Neve e o Ruca.

 

David Roque

 
 
 
Com esta história, escrita quando ainda estava no 7º ano, o David conseguiu o terceiro lugar no concurso organizado pela Câmara Municipal de Ílhavo,  no ano lectivo 2009-10, para o seu escalão (3º Ciclo).
 
 
 
 
 
 
 
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Cecília e Sissi
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