Os exageros da mamã

Frequento, desde há três semanas, um curso de escrita criativa na Universidade de Aveiro. Assumi como objectivo pessoal repetir cada um dos exercícios propostos numa perspectiva de escrita para a infância. O primeiro trabalho de casa que eu fiz, apesar de não ter participado na aula em que foi leccionado o tema (fui chamado apenas à quarta aula), tratava-se de descrever um objecto partindo de outros sentidos que não a visão. Acho que não é difícil descobrir qual o objecto que eu usei.

Deixo-te com esse texto… até porque não há tempo para mais.

 

Os exageros da mamã

Encontrei aquele objecto… encantou-me: uma forma que encaixa na mão, suave, liso, uma rodinha em cima, mas… não roda quando passo o polegar.

Não magoa. É inofensivo. A mamã é mesmo exagerada.

Ela proibiu-me, mas … como funcionará?

Rodei com mais força. Agora sim.

À terceira percebi: com o dedo em cima daquela peça ao lado da roda, a chama não apaga.

É agradável: aquece o dedo mas não queima…

E um papel… será que arde?

Ui, tão depressa! Tive de largá-lo.

Uf, que sorte! E se não apagasse?

Afinal, a mamã tinha razão.

Não vai gostar de saber que desobedeci. Tenho que limpar tudo: as flores, a água da jarra – tudo, menos o buraco no tapete – arejar a sala, para a livrar deste cheiro e… contar-lhe como aconteceu.

Irá ralhar muito?

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

MV

ou ir para o início.

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