A canção da bicharada

Na sequência do texto anterior, também este foi feito para a ópera infantil baseada no meu livro “Pirilampo e os deveres da escola” e como expliquei no post anterior, perdeu-se na rede…

Apenas mantive parte do título da proposta inicial e que acabou por ser a apresentada em público.

Espero que gostes.

Imagem retirada de  http://www.baixakijogos.com.br/wii/animal-crossing-city-folk/previa/3347.html


Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez:


A vaca dá leite branco

Ó que grande disparate…

Sabe bem que eu prefiro

Com sabor a chocolate.


O coelho é desconfiado

E que bem que ele ouve…

Adora trincar cenouras

E umas folhinhas de couve.


O gato faz companhia,

brincadeiras divertidas.

Sobe a muros e telhados

Pensa que tem sete vidas…


Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez:

O galo no seu poleiro

Canta alto e bom som

Acordando a bicharada

Sem nunca fugir do tom.

A galinha poedeira

Põe o ovo no seu ninho

Para depois o chocar

E nascer um pintainho.

Da raposa não se gosta

Na escola e nos galinheiros

Mas apenas na floresta

Entre urzes e pinheiros.

Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez:


O leão, na selva, é rei

Dá rugidos de tremer

E quem o vê mais por perto

Foge logo, a correr.


O elefante é trombudo

com a mania de meter

A sua tromba em tudo

E nunca mais esquecer.

A girafa é só pescoço!

Tem altura e nada mais

Mas olha sempre de cima

Para os outros animais.

Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez


A borboleta esvoaça

Entre as ervas e as flores

Está a mostrar, vaidosa,

As asas de lindas cores.


A formiga trabalhava

Não gostava de cantar

Aprendeu com a cigarra

Passa a vida a assobiar.


O mosquito toda a noite

Vem zumbir-me ao ouvido

E não me deixa dormir…

É um bichinho atrevido.


Vem cantar à desgarrada

A canção da bicharada

Um, dois, três

É agora a tua vez


O canário está alegre

Na sua farda amarela

Canta sempre e encanta

Com a sua voz tão bela


A coruja pia triste

Mas nunca perde o pio

Sem bela voz não desiste

De cantar ao desafio


Devia saber o mocho

Que a noite é para dormir

E o dia, enquanto há sol,

É para brincar, para rir…

Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:

Cecília e Sissi MV

ou ir para o início.


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