.
Estando em estado de lucidez e de perfeito juízo
Ainda na posse de todas as minhas faculdades
E porque a ninguém pretendo causar prejuízo
Neste documento declaro as minhas vontades
A poesia será partilhada como um todo indiviso
Será sempre uma garantia e espaço de liberdades
Se alguém a quiser vender, o preço é um sorriso
Aceitem-na, para combater tiranias e falsidades
Porque na poesia o amor é cada vez mais preciso
Perderá a sua parte quem a usar para maldades
E será excluído deste testamento tão conciso
Quem usar esta herança para criar desigualdades

Capa da colectânea… edição da Câmara Municipal de Ovar
Concorri com este poema, escrito em 2006, ao concurso «Dar voz à poesia» desse ano. Foi seleccionado para publicação e recebi o livro há poucos meses.
Foi a única edição a que concorri, incentivado pelo meu amigo Hélder Ramos, autor com obra poética publicada (livro «Ao pé das palavras» que tive o prazer de prefaciar) e que nesta IV colectânea tem quatro belos poemas.
Apesar deste meu poema não ter sido escrito para crianças, não me pareceu despropositado colocá-lo neste blogue.
Espero que tu, amigo leitor, aceites o meu legado e possas tu também «Dar voz à poesia».
Poderás também gostar de ler estas Infantilidades:
ou ir para o início.
Filed under: generalidades, Poesia Tagged: | literatura, Livro, Poema, Poesia


